sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
ESTE BLOG VAI SER DESTIVADO, NOVO ENDEREÇO ABAIXO
OLÁ, INFORMO QUE MUDEI O MEU BLOG PARA A HOME PAGE WWW.SCIENCEHEALTH.COM.BR, VOCE ACESSA SE CADASTRANDO E CLICANDO NO ÍCONE BLOG, NO CANTO INFERIOR DIREITO DA PÁGINA. COLOQUEI DOIS POSTS HOJE. ESTE BLOG SERÁ DESATIVADO E NÃO FAREI MAIS POSTAGENS AQUI. ABRAÇOS A TODOS E OBRIGADO POR ACOMPANHAREM O MEU BLOG.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Leucotrienos
Esta semana foi publicado um artigo sobre uso de montelukast, um antagonista de receptor de leucotrieno em dermatite atópica. Bem, o produto originalmente é usado em asma, onde o principal contrator do bronquio são os leucotrienos da série 4. Bem, partindo da premissa da atividade farmacológica, outros produtos podem ter efeito legal nesta linha de ação. A Boswellia seria um ótimo produto com atividade sinérgica, mas eu acho que o Petasites hybridus seria melhor ainda. Inibição da lipoxigenase é uma área muito interessante, daí podemos imaginar mecanismos sinérgicos de ação. Por exemplo, a Boswellia somado ao montelukasst. Ou o ácido 5-aminosalicilico, somado ao montelukast ou até mesmo ao Petasites. Nesta dança toda, o GLA (ácido gama-linolenico) seria sinérgico ao efeito do EPA (eicosapentaenóico) que seria também sinérgico. Sem contar os outros produtos que podem interferir, a farmacologia é um circulo que vai e volta, a bioquimica também.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
O blog vai mudar.
Olá pessoal, agradeço sua visita ao blog e espero que o mesmo esteja sendo útil para vocês. Informo que o blog vai mudar em breve para a página www.sciencehealth.com.br, onde postarei o blog e também algumas aulas curtas e aulas que proferir em congressos.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Memantina e glutamato
Ontem ministrei curso para pós-graduação de ortomolecular no Rio de Janeiro, falei sobre a abordagem ortomolecular em algumas desordens endócrinas, particularmente obesidade, resistencia a insulina e diabetes. Envolve então síndrome metabólica, esteatose hepática, disfunção endotelial. Abordei algo de tiroide. Bem, nas perguntas que foram aparecendo eu comentei sobre minha opinião sobre a memantina, acho que a memantina é a primeira droga de muitas que virão que tem a capacidade de modular o sistema glutamatérgico, particularmente receptores NMDA que são responsáveis pelo neuroexcitação. A neurotransmissão glutamatérgica é pouco conhecida, na verdade, todo o cérebro é um enigma, mas a neurotransmissão glutamatérgica envolve influxo de cálcio, excitação, ira, agressão e competitividade, assim como seu excesso envolve apoptose de neurônios. O sistema está envolvido em alguns tipos de enxaqueca, agressividade, mania, comportamento marginal alterado e esquizofrenia. Pode estar envolvido em agressividade em autistas. Há uma gama muito grande de aplicações, brinquei que eu gostaria de ser o detentor da patente da molécula, porque eu vejo esta como uma molécula para se descobrir muita coisa, muitas ações farmacológicas, muitas atividades terapêuticas ainda serão oriundas da memantina, sem contar o fato de que novas moléculas aparecerão, como diferentes niveis de atividade. Em suma, é um fármaco que foi bem vindo e que será ainda muito estudado. A memantina pode ser potencializada por magnésio, glicina, omega-3 (DHA), fármacos como bloqueadores de canal de cálcio ou abridores de canal de cloreto, e o estimulo do metabolismo de um carbono, daí a presença de ácido fólico, vitamina B12 e metionina são essenciais. Deriva uma possível aplicação para a s-adenosilmetionina, mas ainda são descobertas futuras.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Aula via internet dia 10 de fevereiro.
Convido-os para assistir aula via internet utilizando o sistema hot conference, dia 10 de fevereiro iniciando as 20h e terminando as 22h. O tema será dieta, suplementos e medicamentos, sinergia. Inscrições com o Acácio no e-mail contato@atmancapacitacao.com.br
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Aula via internet dia 20 (quarta feira proxima)
Quarta feira próxima será ministrada aula via internet, porém voltada para farmaceuticos. Caso queiram assistir, entrar em contato com:
contato@atmancapacitacao.com.br
contato@atmancapacitacao.com.br
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
MSG e cefaléia.
Hoje foi publicado um artigo na revista "Cephalalgia" onde foi administrada dose de 75mg a 150mg/kg de glutamato monossódico e foram avaliados vários parametros clínicos e laboratoriais e os pesquisadores concluiram que o suplemento aumentava cefaléia e sensibilidade muscular na região do crâniofacial. Bem, imaginam os pesquisadores que este efeito é causado pela transmissão glutamatérgica, receptores NMDA que em animais tem demonstrado induzir este efeito. Segundo pesquisa, o glutamato ativa o receptor de gustação do sabor umami, um quinto sabor que o ser humano sente e descoberto por pesquisador japonês. O nível aumentado de glutamato no SNC pode levar a neurotransmissão excitatória e em algumas doenças degenerativas cronicas, induzir a apoptose de células via caspase nove. Fala-se muito sobre a toxicidade do glutamato e do NMDA, porém fala-se pouco na bioquimica do mesmo. 70% do glutamato no nosso corpo é produzido pela transaminação do alfa-cetoglutarato, ou seja, produção endógena. Produção intermediária que levará a produção de glutamina, prolina, citrulina e arginina, aminoácidos importantes para o metabolismo e anabolismo celular. Então do ponto de vista fisiológico nós somos talhados para ingerir glutamato, porém devemos controlar a quantidade. Difícil não? A fisiologia é sábia, a bioquímica também. Imaginem vocês que o sistema endógeno é perfeito e nós alteramos o seu caminho. A partir do alfa-cetoglutarato eu faço o glutamato utilizando os BCAAs. Daí a partir do glutamato eu faço GABA, glutamina ou eu uso como glutamato como neurotransmissor ou na síntese proteica. Dados indicam que a grande fonte de arginina pro nosso corpo é o glutamato, glutamato que também é usado diretamente como fonte de energia em alguns processos, além disso estes produtos fazem a prolina e poliaminas, mecanismos intrincados e todos muito importantes no nosso dia a dia. Mas quando vocês optaram pelo estudo ligado a ciencias biológicas, ninguém avisou que seria fácil né?
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Aula demonstração
Olá, postei uma demonstração do curso atualização 2009 no endereço abaixo. É apenas uma parte da aula porém acredito que esta pequena parte poderá ser útil para vocês em termos de acréscimo de informação. O endereço é http://www.mediafire.com/?onqmwkjmtzn
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Flavonóides e Cérebro
Esta semana foi publicado um artigo avaliando efeito de blueberry em demencia em pacientes idosos. O efeito foi leve mas foi estatisticamente observado. Há vários tipos de demência, vamos ficar em discutir algumas como a demência isquêmica por exemplo. Se um paciente idoso tem demência isquêmica, o que não é raro, a dilatação das artérias com consequente aumento de fluxo sanguíneo vai levar a uma melhora, talvez lenta, mas vai levar. Porém se analisarmos que a perfusão cerebral aumenta com o suplemento de flavonóides/polifenóis, esta perfusão temporariamente pode induzir ao estresse oxidativo por reperfusão pós isquemia, daí devemos avaliar a abordagem correta. flavonóides/polifenóis em geral aumentam a produção de óxido nitrico, via indução da óxido nitrico sintetase endotelial, este estímulo levaria a uma dilatação da artéria e consequentemente melhora do fluxo sanguíneo. Toda dilatação dependente de óxido nitrico pressupõe controle da tensão oxidativa, geralmente o radical livre superóxido, cuja produção está aumentada no idoso devido a atividade maior da nadph oxidase e a desacoplamento da eNOS, neutraliza o óxido nitrico gerado gerando peroxinitrito. A reperfusão rápida pode levar a síndrome de isquemia e reperfusão e daí gerar estresse oxidativo, mesmo temporário via ativação da xantino oxidase. Alguns flavonóides inibem a xantino oxidase. Acredito que a demencia isquemica deve ser abordada de forma cautelosa com vasodilatadores, flavonoides serão muito úteis, mas dependem de outros fatores para funcionarem a contento. Um fator interessante é o próprio magnésio, que melhora a produçaõ de ATP no SNC e pode agir de forma benéfica melhorando o resultado da reperfusão. Bem, o fato é que ultimamente vem se publicando muito sobre polifenóis e sistema nervoso central. O último artigo foi sobre demencia, o penúltimo sobre depressão. Como flavonoídes podem influenciar a depressão? devido a perfusão e a mudança do perfil inflamatório e a sua interferencia no metabolismo de neuroesteróides. Muito ainda será publicado e esclarecido ainda este ano.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Vitamina D em 2010
Mal 2010 começou e já começaram a aparecer artigos sobre vitamina D nas revistas. A grata surpresa foi a revista Neurology de janeiro de 2010 que traz três artigos associando níveis plasmáticos de vitamina D e função cognitiva. Lógico, níveis baixos com déficit cognitivo nos pacientes. Ainda há muito a se descobrir sobre a vitamina D, neste momento estão em andamento trabalhos suplementando vitamina D e avaliando a função cognitiva em pacientes idosos. De antemão dados serão associados a demencia isquêmica que com certeza terá sua progressão retardada pela vitamina D nos pacientes idosos. Além disso, o ano de 2009 foi pródigo em relação a vitamina D, artigos de revisão focaram em efeitos não-ósseos e mostraram benefícios imunes. A vitamina D é um hormonio imunomodulador. Outros dados são de artigos em neuropatia diabética. Talvez se extenda para outros tipos de neuropatias, mas é uma arma a mais no dia a dia.
sábado, 26 de dezembro de 2009
O selênio -amor e ódio
A história do selênio é interessante. Hoje muitos prescrevem o elemento como suplemento, ou orientam ingestão de castanha do Brasil como fonte de selênio. Há 20 anos atrás o selênio não era muito utilizado, estava disponivel como reagente na forma de selenio metálico e selenito de sódio e desta forma eram usados como suplemento em fórmulas magistrais. Deste esta época eu estudo o selênio e venho acompanhando a evolução do conhecimento sobre seu metabolismo. Estudos indicam que o selênio é altamente tóxico, tanto quanto o arsênio se administrado em doses altas. Como todo oligoelemento, é essencial a um sem número de caminhos metabólicos no nosso corpo, porém em excesso é tóxico, altamente tóxico. O que me preocupa não é a sua dose tóxica, é o desconhecimento de sua toxicidade sub-clínica. Estudos na China, onde foram identificadas duas doenças por deficiencia de selenio, Kashin-Beck e Keshan trouxeram uma luz sobre seu uso como suplemento e seu uso na agricultura. Regiões onde existiam estas doenças endêmicas tiveram seu solo adubado com selênio e a prevalência destas doenças diminui drasticamente. O selênio tem sido ligado a algumas patologias, sua deficiencia é associada a estresse oxidativo descontrolado por deficiencia de caminhos metabolicos antioxidante (glutationa peroxidase por exemplo), baixa atividade da enzima iodotironina 5-deiodinase que converte T4 a T3, levando a hipotiroidismo sub-clínico. Também há estudos do selênio em tiroidite de Hashimoto melhorando qualidade de vida nestes pacientes. O outro lado é também interessante, há estudos mostrando que o selênio em excesso inibe a tireoperoxidase, diminuindo a produção de hormonios tiroideanos, duas faces interessantes. Selênio em excesso dá hipotiroidismo, selênio em falta também. Há estudos ligando suplemento de selênio e prevenção de cancer, porém estudos de níveis plasmáticos e câncer mostram que o nível elevado de selênio aumenta prevalência de alguns tipos de câncer. Outro lado interessante do selênio é que estudos epidemiológicos já há pelo menos 5 anos mostram uma relação entre o nivel plasmático elevado de selênio e o risco aumentado de diabetes tipo 2 na população. Este mês foi publicado um artigo relacionando o selênio e aumento nos níveis de colesterol total e colesterol não-HDL, ou seja, aumento de colesterol da LDL, VLDL e total, mas não da HDL. Imaginem então a repercurssão de um nível aumentado de selênio na dieta ou como suplemento. Hipotiroidismo sub-clínico leva a obesidade. Nível plasmático de selênio alto aumenta risco de diabetes tipo 2. Nível aumentado de selênio no sangue aumenta colesterol da LDL. Some tudo isso aí, sindrome metabólica, doença cardíaca, infarto no miocárdio, acidente vascular cerebral. Cada vez mais os estudos mostram que o objetivo nunca é suplementar sem controle, é suplementar apenas o que o indivíduo necessita. Eu pergunto a vocês que prescrevem o selênio e orientam dieta... vocês sabem se seu paciente precisa do selênio que vocês estão indicando?
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Jantar de natal - texto copiado do http://www.acsh.org
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
2010
Caros frequentadores do blog. Agradeço a sua companhia durante este ano e espero estar aqui para continuar postando no próximo ano. Desejo a todos um 2010 repleto de desafios e de vitórias, tanto no campo pessoal como profissional. Deixei uma mensagem no meu blog não científico (okigami.blogspot.com).
Oro para que Deus os ilumine e abençoe.
Henry Okigami
Oro para que Deus os ilumine e abençoe.
Henry Okigami
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Toxicidade sinérgica
O controle de niveis de elementos tóxicos hoje comete, ao meu ver, um erro grave. Sempre analisamos os elementos tóxicos de forma isolada. Ontem comentei a nova visão sobre toxicologia sinérgica. Os estudos já há alguns anos vem avaliando o sinergismo toxicológico, entre metais por exemplo, sabemos que intoxicações com mercúrio ou arsenio associados com nivel alto de manganês apresentam toxicologia sinérgica, ou seja, há uma potencialização da toxicidade. O mesmo eu sugiro ocorrer com uma associação entre cálcio e zinco. Cálcio em excesso, principalmente idosos é associado a depósito no sistema nervoso central, porém o cálcio é um sinalizante intracelular de neurotransmissão glutamatérgica, o zinco é um estimulante da neurotransmissão glutamatérgica, ambos aumentados no corpo podem trazer danos na neurotransmissão. Não é só neste ponto, vamos pegar o selenio, que em excesso é induz ao hipotiroidismo, o lítio em excesso causa a mesma inibição da atividade tiroideana. Mas o selenio baixo também pode levar a hipotiroidismom, daí o litio em excesso tem toxicologia sinérgica ao selenio em excesso ou selenio em falta. Vamos analisar por outro ponto de vista, isoflavonas e selênio. Isoflavonas alteram a atividade da tiróide e o selenio também. Imaginem a somatória do efeito de ambos, mas vamos levar adiante isso para a nutrição em si. Soja fermentada contém isoflavonas oxidadas que são mais ativas, castanha do Pará podem ter muito selenio. Soja fermentada com castanha do Pará rica em selenio pode causar hipotiroidismo subclinico. No dia a dia vamos entendendo as interações. PCBs e metais tóxicos também podem ter sinergismo toxicológico. No futuro nós teremos uma avaliação do risco toxicológico somando os tóxicantes sinérgicos presentes nos alimentos ou no ambiente e o controle de risco ao ser humano melhorará cada vez mais.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Bioquimica
A cada vez mais creio que a bioquimica é a chave para o sucesso na medicina e na nutrição. Na farmácia é apenas chave do sucesso porque a farmacologia e conhecimento sobre medicamentos influencia muito. Mas conhecer bioquimica e fisiopatologia é o caminho para o sucesso nesta área. O curso de ortomolecular que eu fiz este ano em SP me ajudou muito a conectar melhor bioquimica e doença, bem como o controle da doença. Imaginem-se num campo de batalha. Vencer a batalha é intimamente ligado ao conhecimento, do inimigo e do campo de batalha, isso já dizia Sun Tzu. Bem, o inimigo é a doença, conhecer a fisiopatologia é essencial. A bioquimica é o campo de batalha, o corpo do indivíduo, os relevos. Conhecer os dois é uma chave para a vitória. O exército? medicamentos/suplementos são o exercito, acredito que podemos levar tudo como levamos as táticas de guerra delineadas por Sun Tsu a centenas de anos atrás e conectamos na bioquimica. Em 2009 penso em montar um curso de bioquimica e fisiopatologia, ligando com farmacologia. Acho que não terei muitos alunos, mas será muito gratificante tentar...
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Aula via internet - Toxicologia de metais e minerais
Dia 15 de dezembro, das 20 as 22 horas farei aula sobre toxicologia de metais e minerais que será transmitida via internet. Você precisará pegar uma senha e acessar um sistema chamado hot conference. O curso chegará até você sem custo, patrocinado pela Atman Capacitação, Biominerais e Science Solution. Serão tres aulas ao todo com diferentes temas e no dia 15 definido é o de toxicologia de metais e minerais. Quem tiver interesse entre em contato com o e-mail: contato@atmancapacitacao.com.br.
domingo, 29 de novembro de 2009
Anaeróbio ou Aeróbio?
Vocês já questionaram qual o melhor exercício para obesidade? Ontem no curso de suplementos no esporte discuti com os alunos a eficácia na produção de ATP. Imaginem que a partir da glicólise anaróbia o nosso corpo faz 2 ATPs para cada mol de glicose metabolizada, gerando esqueleto de carbono, como eu falei antes. Quando fechamos a glicólise aeróbia, fazemos 36 ATPs. Então se voce ingerir glicose, amido, ou fazer a gliconeogenese, eu pergunto para os leitores... qual o melhor exercício para queimar mais glicose e formar ATP para obter uma geração de ATP com maior gasto de glicose? Ora, a resposta é óbvia, a glicólise anaeróbia é mais eficaz em perder caloria em função de que o corpo faz em torno de 15 vezes menos ATP a partir do mol de glicose em relação a glicolise aeróbia. Então para perder peso ou tansformar moléculas de glicose de forma a gerar menos energia, aumentando a perda de peso com menos exercício possível, acredito que a glicólise anaeróbia seria a forma mais eficaz porque é menos produtiva em energia. Todos em geral, quando vão perder peso recomendam que o atleta faça aeróbio, mas acredito sinceramente que o anaeróbio lático é a melhor forma de se perder peso rapidamente justamente porque o rendimento em ATP é menor.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Linhaça, dados finais e mitos caindo
Posto restumo de artigo de revisão sobre linhaça e saúde, um dado para utilizarem no dia a dia baseado em ciência. A linhaça e seus componentes podem melhorar saúde cardiovascular devido numerosos atributos. A linhaça contém 35% de sua massa como óleo, do qual 55% é ácido alfa-linolênico (ALA) (omega-3). Torta de linhaça, que não contém o óleo, mas contém a lignana secoisolariciresinol diglicosídeo (SDG), linhaça, linhaça com baixo teor de ALA, óleo de linhaça e complexo lignana da linhaça (FLC) e a lignana secoisolariciresinol diglicosídeo (SDG) reduzem o desenvolvimento de aterosclerose hipercolesterolemica em 46%, 69%, 0%, 73%, e 34%, respectivamente, em modelo de coelhos. FLC e SDG diminuem a progressão de aterosclerose porém não tem efeitos na regressão de aterosclerose. Supressão de aterosclerose pela linhaça é o resultado do seu conteúdo de lignanas e não resultado do conteúdo de ALA. Supressão de aterosclerose é associado com diminuição de lipidios séricos e atividade antioxidante. Efeitos da linhaça nos lipidios séricos em animais experimentais são variáveis de nenhuma alteração a leve redução. Óleo de linhaça não afeta lipidios séricos, exceto por uma leve redução nos triglicerídeos. Lignanas em geral reduzem colesterol total e colesterol da LDL e aumentam colesterol da HDL. SDG e seus metabólitos tem atividade antioxidante. Linhaça e óleo de linhaça não tem atividade antioxidante, exceto no que eles suprimem a produção de radicais de oxigênio em leucócitos. Óleo de linhaça/ALA têm efeitos variados em mediadores/marcadores inflamatórios com interleucina 1-beta, IL-2, IL-4, IL-6, IL-10, TNF-alfa, interferon gama, proteina C-reativa e amilóide A. Doses de ALA menores que 14g por dia ou mais reduzem mediadores inflamatórios. Oleo de linhaça diminui molécula 1 de adesao intracelular, e-selectina solúvel e fator estimulante de colônia de monocitos. Linhaça tem efeitos variáveis em IL-6, proteína C reativa de alta sensibilidade, molecula 1 de adesão vascular celular ou proteina quimioatrativa para monocitos. Linhaça tem uma pequena atividade hipotensora, porém óleo de linhaça não diminui pressão arterial. Entretanto, SDG é um agente hipotensor potente. Óleo de linhaça inibe agregação plaquetária e aumenta tempo de sangramento. Linhaça e FLC não tem efeitos no sistema hematopoiético. SDG é um potente antiangiogenico e antiapoptotico e pode ter um papel na cardioproteção em doença cardia ca isquemica. Em conclusão, linhaça, FLC e SDG, mas não óleo de linhaça, suprimem aterosclerose, e FLC e SDG retarda progressão de ateroscelrose mas não reverte a aterosclerose instalada. Óleo de linhaça inibe produção de radicais livres de oxigênio em celulas brancas do sangue, prolonga tempo de sangramento e em doses maiores, suprimem mediadores inflamatorios. No final das contas, há benefícios da linhaça em saúde humana. Consumir regularmente? eu consumiria a linhaça também por conter outros produtos na composição, como fibras. J Cardiovasc Pharmacol 2009;54:369–377.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Ciência e Deus
Há uma suposição que a ciência nos afasta de Deus. Não acho que seja assim. Quanto mais eu estudo e mais me aprofundo no conhecimento das moléculas que movem a vida, mais eu acredito que existe não apenas uma grande força por trás disso tudo, mas uma imensa inteligência. Nos últimos meses eu venho estudando mais para me aprofundar e me preparar para 2010 quando começarei a minha pesquisa em câncer. Não é mais surpresa para mim entender mecanismos que imaginava complexos mas se mostram muito simples, na verdade a ciência me aproxima de Deus e me faz cada vez mais admirar ao Senhor. Não apenas a complexidade, mas a lógica e a criatividade são imensas. Já se perguntaram o que existe por trás do universo? Não do ponto de vista força maior, mas do ponto de vista inteligencia perfeita. Considero Deus a inteligencia perfeita. Para fazer o universo como ele é, para montar o quebra cabeças das moléculas na vida como ela é, bioquimicamente maravilhosa, imperfeitamente linda, perfeitamente complexa. É como um recordista universal de queda de dominós, sempre um mecanismo leva a outro, outro e a interligação se torna cada vez mais lógica e inteligível. Vejo Deus como uma força, mas mais como uma força, vejo Deus como uma inteligência perfeita. Criativa, lógica, matemática, intuitiva... onisciente. Por isso entender a bioquimica me aproxima de Deus, só assim posso entender como a vida é. Porém mais que isso, Deus é a inteligência por trás do universo. Que inteligência...
domingo, 22 de novembro de 2009
Proliferação celular
A proliferação celular parte da premissa que a célula necessita estimular a rota biossintética e produzir o que convencionamos chamar de esqueletos de carbono. São esqueletos de carbono os aminoácidos, os carboidratos (deoxiribose e ribose), ácidos graxos e outros. Quanto analisamos o metabolismo celular, entendemos que a rota glicolitica é uma rota que produz energia mas também produz esqueletos de carbono para a biossíntese. De forma interessante, a glicólise anaeróbia é a rota de maior produtividade de esqueletos de carbono, porém a glicólise aeróbia, que completa a anaeróbia também produz esqueletos de carbono. Um produzido pela via aeróbia é o alfa-ceto glutarato que dará origens a inumeros aminoácidos não essenciais para a formação de estruturas, mas também para a produção de substratos enzimáticos, o mais conhecido talvez seja a arginina. Claramente uma célula diferenciada usa preferencialmente a glicólise aeróbia em função de maior rendimento de energia, mas também em função da menor demanda de esqueleto de carbono. Uma célula altamente proliferativa se comporta de forma adversa, priorizando a via glicólise anaeróbia, produzindo menos ATP, mas produzindo mais esqueletos de carbono para biossíntese e proliferação. Esta via geralmente é estimula pelo TOR ou pelo Akt, estes estimulos fazem com que a célula priorize a via glicolise anaerobia produzindo mais esqueletos de carbono estimulando as enzimas no citoplasma da célula levando a estimulo da proliferação. Em atletas anerobios, o exercicio resistido é um mecanismo estimulado pela via TOR e glicolise anaerobia. As células neoplásicas se comportam de forma semelhante a celula proliferativa, gerando capacidade biossintética maior e isso explica sua capacidade de reprodução aumentada e seu alto grau de invasibilidade. Estudos hoje focam TOR para inibição da atividade glicolitica anaerobia na célula neoplásica, diminuindo sua capacidade biossintética. Ao mesmo tempo, a célula neoplásica, bem como a célula proliferativa, utilizam em menor grau a glicolise aerobia, produzindo menos radicais livres, pois estes são produzindos principalmente dentro da mitocondria quando a célula completa o ciclo oxidativo, daí células altamente proliferativas e cancerígenas parecem produzir menos radicais livres, este pode ser outro alvo interessante para tratamento. Imaginamos que uma célula que produz poucos radicais livres tem baixa atividade antioxidante em função da demanda normal, daí um estresse oxidativo brusco pode ser altamente benéfico nas células neoplásicas, mas também pode afetar de forma significativa as células proliferativas.
Assinar:
Postagens (Atom)
