sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

ESTE BLOG VAI SER DESTIVADO, NOVO ENDEREÇO ABAIXO

OLÁ, INFORMO QUE MUDEI O MEU BLOG PARA A HOME PAGE WWW.SCIENCEHEALTH.COM.BR, VOCE ACESSA SE CADASTRANDO E CLICANDO NO ÍCONE BLOG, NO CANTO INFERIOR DIREITO DA PÁGINA. COLOQUEI DOIS POSTS HOJE. ESTE BLOG SERÁ DESATIVADO E NÃO FAREI MAIS POSTAGENS AQUI. ABRAÇOS A TODOS E OBRIGADO POR ACOMPANHAREM O MEU BLOG.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Leucotrienos

Esta semana foi publicado um artigo sobre uso de montelukast, um antagonista de receptor de leucotrieno em dermatite atópica. Bem, o produto originalmente é usado em asma, onde o principal contrator do bronquio são os leucotrienos da série 4. Bem, partindo da premissa da atividade farmacológica, outros produtos podem ter efeito legal nesta linha de ação. A Boswellia seria um ótimo produto com atividade sinérgica, mas eu acho que o Petasites hybridus seria melhor ainda. Inibição da lipoxigenase é uma área muito interessante, daí podemos imaginar mecanismos sinérgicos de ação. Por exemplo, a Boswellia somado ao montelukasst. Ou o ácido 5-aminosalicilico, somado ao montelukast ou até mesmo ao Petasites. Nesta dança toda, o GLA (ácido gama-linolenico) seria sinérgico ao efeito do EPA (eicosapentaenóico) que seria também sinérgico. Sem contar os outros produtos que podem interferir, a farmacologia é um circulo que vai e volta, a bioquimica também.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O blog vai mudar.

Olá pessoal, agradeço sua visita ao blog e espero que o mesmo esteja sendo útil para vocês. Informo que o blog vai mudar em breve para a página www.sciencehealth.com.br, onde postarei o blog e também algumas aulas curtas e aulas que proferir em congressos.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Memantina e glutamato

Ontem ministrei curso para pós-graduação de ortomolecular no Rio de Janeiro, falei sobre a abordagem ortomolecular em algumas desordens endócrinas, particularmente obesidade, resistencia a insulina e diabetes. Envolve então síndrome metabólica, esteatose hepática, disfunção endotelial. Abordei algo de tiroide. Bem, nas perguntas que foram aparecendo eu comentei sobre minha opinião sobre a memantina, acho que a memantina é a primeira droga de muitas que virão que tem a capacidade de modular o sistema glutamatérgico, particularmente receptores NMDA que são responsáveis pelo neuroexcitação. A neurotransmissão glutamatérgica é pouco conhecida, na verdade, todo o cérebro é um enigma, mas a neurotransmissão glutamatérgica envolve influxo de cálcio, excitação, ira, agressão e competitividade, assim como seu excesso envolve apoptose de neurônios. O sistema está envolvido em alguns tipos de enxaqueca, agressividade, mania, comportamento marginal alterado e esquizofrenia. Pode estar envolvido em agressividade em autistas. Há uma gama muito grande de aplicações, brinquei que eu gostaria de ser o detentor da patente da molécula, porque eu vejo esta como uma molécula para se descobrir muita coisa, muitas ações farmacológicas, muitas atividades terapêuticas ainda serão oriundas da memantina, sem contar o fato de que novas moléculas aparecerão, como diferentes niveis de atividade. Em suma, é um fármaco que foi bem vindo e que será ainda muito estudado. A memantina pode ser potencializada por magnésio, glicina, omega-3 (DHA), fármacos como bloqueadores de canal de cálcio ou abridores de canal de cloreto, e o estimulo do metabolismo de um carbono, daí a presença de ácido fólico, vitamina B12 e metionina são essenciais. Deriva uma possível aplicação para a s-adenosilmetionina, mas ainda são descobertas futuras.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Aula via internet dia 10 de fevereiro.

Convido-os para assistir aula via internet utilizando o sistema hot conference, dia 10 de fevereiro iniciando as 20h e terminando as 22h. O tema será dieta, suplementos e medicamentos, sinergia. Inscrições com o Acácio no e-mail contato@atmancapacitacao.com.br

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Aula via internet dia 20 (quarta feira proxima)

Quarta feira próxima será ministrada aula via internet, porém voltada para farmaceuticos. Caso queiram assistir, entrar em contato com:
contato@atmancapacitacao.com.br

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

MSG e cefaléia.

Hoje foi publicado um artigo na revista "Cephalalgia" onde foi administrada dose de 75mg a 150mg/kg de glutamato monossódico e foram avaliados vários parametros clínicos e laboratoriais e os pesquisadores concluiram que o suplemento aumentava cefaléia e sensibilidade muscular na região do crâniofacial. Bem, imaginam os pesquisadores que este efeito é causado pela transmissão glutamatérgica, receptores NMDA que em animais tem demonstrado induzir este efeito. Segundo pesquisa, o glutamato ativa o receptor de gustação do sabor umami, um quinto sabor que o ser humano sente e descoberto por pesquisador japonês. O nível aumentado de glutamato no SNC pode levar a neurotransmissão excitatória e em algumas doenças degenerativas cronicas, induzir a apoptose de células via caspase nove. Fala-se muito sobre a toxicidade do glutamato e do NMDA, porém fala-se pouco na bioquimica do mesmo. 70% do glutamato no nosso corpo é produzido pela transaminação do alfa-cetoglutarato, ou seja, produção endógena. Produção intermediária que levará a produção de glutamina, prolina, citrulina e arginina, aminoácidos importantes para o metabolismo e anabolismo celular. Então do ponto de vista fisiológico nós somos talhados para ingerir glutamato, porém devemos controlar a quantidade. Difícil não? A fisiologia é sábia, a bioquímica também. Imaginem vocês que o sistema endógeno é perfeito e nós alteramos o seu caminho. A partir do alfa-cetoglutarato eu faço o glutamato utilizando os BCAAs. Daí a partir do glutamato eu faço GABA, glutamina ou eu uso como glutamato como neurotransmissor ou na síntese proteica. Dados indicam que a grande fonte de arginina pro nosso corpo é o glutamato, glutamato que também é usado diretamente como fonte de energia em alguns processos, além disso estes produtos fazem a prolina e poliaminas, mecanismos intrincados e todos muito importantes no nosso dia a dia. Mas quando vocês optaram pelo estudo ligado a ciencias biológicas, ninguém avisou que seria fácil né?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Aula demonstração

Olá, postei uma demonstração do curso atualização 2009 no endereço abaixo. É apenas uma parte da aula porém acredito que esta pequena parte poderá ser útil para vocês em termos de acréscimo de informação. O endereço é http://www.mediafire.com/?onqmwkjmtzn

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Flavonóides e Cérebro

Esta semana foi publicado um artigo avaliando efeito de blueberry em demencia em pacientes idosos. O efeito foi leve mas foi estatisticamente observado. Há vários tipos de demência, vamos ficar em discutir algumas como a demência isquêmica por exemplo. Se um paciente idoso tem demência isquêmica, o que não é raro, a dilatação das artérias com consequente aumento de fluxo sanguíneo vai levar a uma melhora, talvez lenta, mas vai levar. Porém se analisarmos que a perfusão cerebral aumenta com o suplemento de flavonóides/polifenóis, esta perfusão temporariamente pode induzir ao estresse oxidativo por reperfusão pós isquemia, daí devemos avaliar a abordagem correta. flavonóides/polifenóis em geral aumentam a produção de óxido nitrico, via indução da óxido nitrico sintetase endotelial, este estímulo levaria a uma dilatação da artéria e consequentemente melhora do fluxo sanguíneo. Toda dilatação dependente de óxido nitrico pressupõe controle da tensão oxidativa, geralmente o radical livre superóxido, cuja produção está aumentada no idoso devido a atividade maior da nadph oxidase e a desacoplamento da eNOS, neutraliza o óxido nitrico gerado gerando peroxinitrito. A reperfusão rápida pode levar a síndrome de isquemia e reperfusão e daí gerar estresse oxidativo, mesmo temporário via ativação da xantino oxidase. Alguns flavonóides inibem a xantino oxidase. Acredito que a demencia isquemica deve ser abordada de forma cautelosa com vasodilatadores, flavonoides serão muito úteis, mas dependem de outros fatores para funcionarem a contento. Um fator interessante é o próprio magnésio, que melhora a produçaõ de ATP no SNC e pode agir de forma benéfica melhorando o resultado da reperfusão. Bem, o fato é que ultimamente vem se publicando muito sobre polifenóis e sistema nervoso central. O último artigo foi sobre demencia, o penúltimo sobre depressão. Como flavonoídes podem influenciar a depressão? devido a perfusão e a mudança do perfil inflamatório e a sua interferencia no metabolismo de neuroesteróides. Muito ainda será publicado e esclarecido ainda este ano.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Vitamina D em 2010

Mal 2010 começou e já começaram a aparecer artigos sobre vitamina D nas revistas. A grata surpresa foi a revista Neurology de janeiro de 2010 que traz três artigos associando níveis plasmáticos de vitamina D e função cognitiva. Lógico, níveis baixos com déficit cognitivo nos pacientes. Ainda há muito a se descobrir sobre a vitamina D, neste momento estão em andamento trabalhos suplementando vitamina D e avaliando a função cognitiva em pacientes idosos. De antemão dados serão associados a demencia isquêmica que com certeza terá sua progressão retardada pela vitamina D nos pacientes idosos. Além disso, o ano de 2009 foi pródigo em relação a vitamina D, artigos de revisão focaram em efeitos não-ósseos e mostraram benefícios imunes. A vitamina D é um hormonio imunomodulador. Outros dados são de artigos em neuropatia diabética. Talvez se extenda para outros tipos de neuropatias, mas é uma arma a mais no dia a dia.

sábado, 26 de dezembro de 2009

O selênio -amor e ódio

A história do selênio é interessante. Hoje muitos prescrevem o elemento como suplemento, ou orientam ingestão de castanha do Brasil como fonte de selênio. Há 20 anos atrás o selênio não era muito utilizado, estava disponivel como reagente na forma de selenio metálico e selenito de sódio e desta forma eram usados como suplemento em fórmulas magistrais. Deste esta época eu estudo o selênio e venho acompanhando a evolução do  conhecimento sobre  seu metabolismo. Estudos indicam que o selênio é altamente tóxico, tanto quanto o arsênio se administrado em doses altas. Como todo oligoelemento, é essencial a um sem número de caminhos metabólicos no nosso corpo, porém em excesso é tóxico, altamente tóxico. O que me preocupa não é a sua dose tóxica, é o desconhecimento de sua toxicidade sub-clínica. Estudos na China, onde foram identificadas duas doenças por deficiencia de selenio, Kashin-Beck e Keshan trouxeram uma luz sobre seu uso como suplemento e seu uso na agricultura. Regiões onde existiam estas doenças endêmicas tiveram seu solo adubado com selênio e a prevalência destas doenças diminui drasticamente. O selênio tem sido ligado a algumas patologias, sua deficiencia é associada a estresse oxidativo descontrolado por deficiencia de caminhos metabolicos antioxidante (glutationa peroxidase por exemplo), baixa atividade da enzima iodotironina 5-deiodinase que converte T4 a T3, levando a hipotiroidismo sub-clínico. Também há estudos do selênio em tiroidite de Hashimoto melhorando qualidade de vida nestes pacientes. O outro lado é também interessante, há estudos mostrando que o selênio em excesso inibe a tireoperoxidase, diminuindo a produção de hormonios tiroideanos, duas faces interessantes. Selênio em excesso dá hipotiroidismo, selênio em falta também. Há estudos ligando suplemento de selênio e prevenção de cancer, porém estudos de níveis plasmáticos e câncer mostram que o nível elevado de selênio aumenta prevalência de alguns tipos de câncer. Outro lado interessante do selênio é que estudos epidemiológicos já há pelo menos 5 anos mostram uma relação entre o nivel plasmático elevado de selênio e o risco aumentado de diabetes tipo 2 na população. Este mês foi publicado um artigo relacionando o selênio e aumento nos níveis de colesterol total e colesterol não-HDL, ou seja, aumento de colesterol da LDL, VLDL e total, mas não da HDL. Imaginem então a repercurssão de um nível aumentado de selênio na dieta ou como suplemento. Hipotiroidismo sub-clínico leva a obesidade. Nível plasmático de selênio alto aumenta risco de diabetes tipo 2. Nível aumentado de selênio no sangue aumenta colesterol da LDL. Some tudo isso aí, sindrome metabólica, doença cardíaca, infarto no miocárdio, acidente vascular cerebral. Cada vez mais os estudos mostram que o objetivo nunca é suplementar sem controle, é suplementar apenas o que o indivíduo necessita. Eu pergunto a vocês que prescrevem o selênio e orientam dieta... vocês sabem se seu paciente precisa do selênio que vocês estão indicando?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Jantar de natal - texto copiado do http://www.acsh.org



Cream of Mushroom Soup - hydrazines
Carrots - aniline, caffeic acid
Cherry Tomatoes - acrylamide, ethyl alcohol, benzo(a)pyrene, ethyl carbamate, furan derivatives, furfural, dihydrazines, d-limonene, psoralens, quercetin glycosides, safrole. 
Cranberry Sauce - furan derivative. 
Prime Rib of Beef with Parsley Sauce - benzene, heterocyclic amines, psoralens
Broccoli Spears - allyl isothiocyanate
Baked Potato - ethyl alcohol, caffeic acid
Sweet Potato - ethyl alcohol, furfural
Rolls with Butter - acetaldehyde, benzene, ethyl alcohol, benzo(a)pyrene, ethyl carbamate, furan derivatives, furfural
Pumpkin Pie - benzo(a)pyrene, coumarin, methyl eugenol, safrole
Apple Pie - acetaldehyde, caffeic acid, coumarin, estragole, ethyl alcohol, methyl eugenol, quercetin glycosides, safrole
Fresh Apples, Grapes, Mangos, Pears, Pineapple - acetaldehyde, benzaldehyde, caffeic acid, d-limonene, estragole, ethyl acrylate, quercetin glycosides
Red Wine, White Wine - ethyl alcohol, ethyl carbamate
Coffee - benzo(a)pyrene, benzaldehyde, benzene, benzofuran, caffeic acid, catechol, 1,2,5,6-dibenz(a)anthracene, ethyl benzene, furan, furfural, hydrogen peroxide, hydroquinone, d-limonene, 4-methylcatechol
Tea - benzo(a)pyrene, quercetin glycosides
Jasmine Tea - benzyl acetate


NATURALLY OCCURRING MUTAGENS and CARCINOGENS FOUND in FOODS and BEVERAGES
Acetaldehyde (apples, bread, coffee, tomatoes)—mutagen and potent rodent carcinogen
Acrylamide (bread, rolls)—rodent and human neurotoxin; rodent carcinogen
Aflatoxin (nuts)—mutagen and potent rodent carcinogen; also a human carcinogen
Allyl isothiocyanate (arugula, broccoli, mustard)—mutagen and rodent carcinogen
Aniline (carrots)—rodent carcinogen
Benzaldehyde (apples, coffee, tomatoes)—rodent carcinogen
Benzene (butter, coffee, roast beef)—rodent carcinogen
Benzo(a)pyrene (bread, coffee, pumpkin pie, rolls, tea)—mutagen and rodent carcinogen
Benzofuran (coffee)—rodent carcinogen
Benzyl acetate (jasmine tea)—rodent carcinogen
Caffeic acid (apples, carrots, celery, cherry tomatoes, cof-fee, grapes, lettuce, mangos, pears, potatoes)—rodent carcinogen
Catechol (coffee)—rodent carcinogen
Coumarin (cinnamon in pies)—rodent carcinogen
1,2,5,6-dibenz(a)anthracene (coffee)—rodent carcinogen
Estragole (apples, basil)—rodent carcinogen
Ethyl alcohol (bread, red wine, rolls)—rodent and human carcinogen
Ethyl acrylate (pineapple)—rodent carcinogen
Ethyl benzene (coffee)—rodent carcinogen
Ethyl carbamate (bread, rolls, red wine)—mutagen and rodent carcinogen
Furan and furan derivatives (bread, onions, celery, mushrooms, sweet potatoes, rolls, cranberry sauce, coffee)—many are mutagens
Furfural (bread, coffee, nuts, rolls, sweet potatoes)—furan derivative and rodent carcinogen
Heterocyclic amines (roast beef, turkey)—mutagens and rodent carcinogens
Hydrazines (mushrooms)—mutagens and rodent carcinogens
Hydrogen peroxide (coffee, tomatoes)—mutagen and rodent carcinogen
Hydroquinone (coffee)—rodent carcinogen
d-limonene (black pepper, mangos)—rodent carcinogen
4-methylcatechol (coffee)—rodent carcinogen
Methyl eugenol (basil, cinnamon and nutmeg in apple and pumpkin pies)—rodent carcinogen
Psoralens (celery, parsley)—mutagens; rodent and human carcinogens
Quercetin glycosides (apples, onions, tea, tomatoes)—mutagens and rodent carcinogens
Safrole (nutmeg in apple and pumpkin pies, black pepper)—rodent carcinogen

'Natural' Foods are not Carcinogen-Free
The holiday season is a good time to remember that the American food supply is by far the best in the world—and the best it has been in the history of this country. It is the best not only in terms of its abundance and variety, but also in terms of its safety. Our diet—like diets around the world—is made up of water, macronutrients (carbohydrates, proteins, and fats), micronutrients (vitamins and minerals), and tens of thousands of other naturally occurring chemicals. A few of these latter chemicals either have been shown to cause cancer in laboratory rodents in research studies or have been shown to be "mutagens" when tested with bacteria. Mutagens, because they can damage DNA—genetic material—are often thought of as "possible animal carcinogens." Mutagen tests such as the Ames test are often used as quick indicators to predict how likely a chemical is to cause cancer.
Back in 1958, when the United States Congress passed legislation (the so-called Delaney amendment to the 1938 Food, Drug, and Cosmetics Act) to keep "carcinogens" out of our processed food supply, it was assumed that carcinogens (a) were rarely found in foods and (b) were put there by humans, either purposely, through food additives, or inadvertently, in the form of pesticide residues. The Delaney amendment banned from American food any artificial substance that could be shown to cause cancer in lab animals—no matter how small the amount of the substance in a food or how high the dose given to test animals. Some progress has been made since 1958, however: In 1996 the Food Quality Protection Act removed the scientifically untenable "zero-risk" requirement from the approval process for pesticides. This narrowed the scope of the irrationally restrictive Delaney clause.1
In the 40+ years since Delaney was passed, it has become clear that many naturally occurring chemicals—chemicals that are plentiful in our food supply—cause cancer in rodents when fed in high doses over a lifetime. Furthermore, scientists Bruce N. Ames and Lois Swirsky Gold have analyzed human exposure to chemicals, both natural and man-made (synthetic), that have been classified as "rodent carcinogens." The researchers have concluded that when ranked on an index (the HERP Index) that compares human exposure to the dose that increases tumors in rodents, the possible cancer hazard to humans from the background of dietary intake of nature's own rodent carcinogens ranks high in comparison to the possible hazard from residues of synthetic pesticides or additives.
Human dietary intake of nature's pesticides is about 10,000 times higher than human intake of synthetic pesticides that are rodent carcinogens. In other words, consumers who choose to worry about eating chemicals shown to cause cancer in rodents (and ACSH does not recommend that you worry about this hypothetical risk) should understand that the human diet is full of naturally occurring rodent carcinogens.
Present scientific knowledge suggests that residues of synthetic rodent carcinogens in our diet are unlikely to pose a risk of cancer in the quantities we consume on a daily, monthly, or yearly basis. The data are inadequate to allow us to evaluate human risk at low doses, and the uncertainties are enormous.
We hear much about "carcinogens" in our food. But the media use the designation "carcinogen" most frequently in conjunction with man-made rodent carcinogens—substances such as Alar (a fruit-ripening chemical), saccharin (a synthetic, noncaloric sweetener), and BHA (butylated hydroxyanisole, a synthetic antioxidant). What ACSH will demonstrate in this menu is that chemicals that are rodent carcinogens, or that are suspected of being such, abound in nature.
Many of these naturally occurring rodent carcinogens are natural pesticides—chemicals that plants produce to repel or kill predators. Of the approximately 10,000 such natural pesticides occurring in the diet, only about 60 have been tested in rodent experiments.2 These chemicals are found in a wide variety of our food plants: Brussels sprouts, cantaloupe, cauliflower, cherries, chili peppers, cocoa, garlic, grapes, kale, lentils, lettuce, and radishes—to name just a few that are not in our Holiday Menu.2
The consumption of small doses of rodent carcinogens, whether of natural or synthetic origin, is quite unlikely to pose a cancer hazard to humans. When you understand that carcinogens and mutagens are everywhere in Mother Nature's own food supply, you can see the absurdity of panicking over tiny levels in the food supply of synthetic chemicals (such as pesticide residues) that are "carcinogens" when fed in large doses over a lifetime to rodents. If you chose to believe that every rodent carcinogen was also a potential human carcinogen, and if you then chose to extrapolate directly from rodent to human, the background of naturally occurring chemicals that people consume at levels close to the rodent-carcinogenic dose would still cast doubt on the importance for human cancer of synthetic chemical residues.
Note, for example, on the Holiday Menu that the bread in the stuffing contains furfural, a rodent carcinogen. But when you take into account the difference in body weight between a human and a rodent, you will see that, based on the carcinogenicity data available from the laboratory, a person would have to eat 82,600 slices of bread to consume an amount of furfural equal to the amount that increased the risk of cancer in rodents.
Here's a calculation relating the rodents' risk to yours:





When looking at this example, remember the conditions of the animal studies: Doses are fed every day of the rodent's life (usually two years). To get an equivalent carcinogenic dose, a human would have to consume those 82,600 slices of bread every day for years.
The primary risk factor in holiday meals—other than the risk of food poisoning from the improper handling or preparation of food—is getting too much of a good thing. A hungry holiday eater can easily consume 2,000-plus calories at one sitting. A consistent intake of excessive calories contributes to obesity, with its attendant higher risk of heart disease. Interestingly, excessive caloric intake has been called the "most striking" carcinogen in rodent carcinogenicity studies. Body weight is a good predictor of a rat's risk of cancer as shown in comparisons of rats on calorie-restricted diets and rats permitted to eat all they want.
In our quest to reduce our cancer risk by manipulating our diet, we should focus on dietary imbalances in what we eat, not on trace chemicals. Numerous epidemiological studies have indicated that people who consume a diet high in fruits and vegetables have a lower risk for various types of cancer. This is true in spite of the fact that natural chemicals that are also rodent carcinogens occur abundantly in many of these same fruits and vegetables. Note that the populations studied lowered their risks even though their food presumably contained synthetic pesticide residues. High fruit and vegetable consumption was still protective against cancer.
The foods on our Holiday Menu are healthful and wholesome despite the presence in them of some of Mother Nature's own chemicals that have been shown to be carcinogenic in high-dose rodent tests.

ARE THERE "POISONS" in OUR FOOD SUPPLY?
The focus of the ACSH holiday menu is on "carcinogens," defined here as chemicals, either natural or synthetic, that cause cancer in rodents when consumed in large amounts. A related topic, however, is that of "poisons," technically known as toxicants. Just as it is scientifically unwarranted to believe that the food supply is free of natural rodent carcinogens and mutagens, it is equally unrealistic to equate "natural" with safe. Foods abound in natural chemicals that are toxic or potentially toxic—because all chemicals will be toxic at some dose.
Toxicologists have confirmed that food naturally contains a myriad of chemicals traditionally thought of as "poisons." Potatoes contain solanine, arsenic, and chaconine. Lima beans contain hydrogen cyanide, a classic suicide substance. Carrots contain carototoxin, a nerve poison. And nutmeg, black pepper, and carrots all contain the hallucinogenic compound myristicin.
Moreover, all chemicals, whether natural or synthetic, are potential toxicants at high doses but are perfectly safe when consumed in low doses. Take common table salt, for example: This everyday chemical, when consumed in excess, can cause elevations in blood pressure in sensitive individuals; a couple of tablespoonsful can kill a small child. Selenium, a mineral essential in the human diet, can cause nausea and nerve changes when chronically consumed in excess. The familiar stimulant caffeine is also a toxicant if consumed in high doses (say, 50 to 100 cups of coffee per day). Supplements of the essential mineral iron all too often cause poisoning in children.
When it comes to toxicants in the diet—natural or synthetic—the dose makes the poison.

Natural Versus Synthetic
The presumption that natural chemicals are not hazardous but synthetic ones are has no scientific support. Substances should be evaluated according to their human carcinogenic potential, not according to their origin—and to do so requires more biological information than can be provided by a rodent cancer test.
Naturally occurring rodent carcinogens are present in far greater amounts in our food supply than are pesticide and other chemical residues (the much-publicized rodent carcinogens). As we enjoy our holiday dinner, we should remember the benefits that scientific research has brought to American agriculture and food technology. Science has made our food safer, more nutritious, more attractive, more abundant, more widely available, and more enjoyable—and has done so at relatively low cost. The American food supply is truly the envy of the world!
If national regulatory policies lead to a reduction in the number of agricultural chemicals available to farmers, food production could drop—and food prices increase. Such a situation could actually increase cancer rates if people faced with higher food costs were to choose to eat fewer fruits and vegetables.
Epidemiological evidence now confirms that a generous intake of fruits and vegetables reduces the risk of cancer. It would be ironic, indeed, if misplaced fervor about removing supposed carcinogens—synthetic chemicals—from our food supply were to result in decreased consumption of the very foods thought to be protective against cancer.

ACSH's Review of the Literature on Naturally Occurring Carcinogens Leads Us to Three General Conclusions
First, it would be unrealistic to attempt to remove from our food supply every known trace of every natural chemical that tests positive in a high-dose rodent test. Even human carcinogens may be neither toxic nor carcinogenic at very low doses. Imagine, for example, the unrealistic expectation of "zero exposure" to sunlight—a skin carcinogen. Even though we know sunlight can, in high doses, cause human cancers, would we want to dispense with the skin's production of vitamin D under sunlight? It is important to emphasize that with natural carcinogens, as with synthetic compounds, the "dose makes the poison."
Second, scientists are just scratching the surface in their quest to identify nature's own rodent carcinogens. It is already evident that we should reject the presumptions—one might almost call them superstitions—that the label "natural" means "safe and free of rodent carcinogens" and that "synthetic" substances are the only rodent carcinogens. No scientific evidence supports these beliefs.
Indeed, a recent review of rodent carcinogen studies demonstrated that of chemicals tested for their cancer-causing potential, 57% of the naturally occurring ones and 59% of the synthetic ones were evaluated as positive: virtually identical percentages4!
It is also important to realize that because of our initial regulatory bias against synthetic chemicals, we have examined many more of them in rodent carcinogen tests than we have naturally occurring chemicals—even though 99.99% of the chemicals humans are exposed to are natural.
Third, the increasing body of evidence documenting the carcinogenicity (at least under laboratory conditions) of common, everyday substances found in nature highlights the contradiction we Americans have created up to now in our regulatory approach to carcinogens. This contradiction can be seen most clearly in the huge discrepancy that exists between the weight we have placed on synthetic carcinogens—we've been trying to purge the country of them—and, at the same time, the relative lack of attention we have given to natural carcinogens. We have largely ignored natural carcinogens, and have similarly ignored the fact that the carcinogenicity rate in rodent experiments is virtually the same for both naturally occurring and synthetic carcinogens. Of the thousands of natural pesticides identified, fewer than 100 have been investigated adequately in rodent tests.2
All of our efforts to reduce risks of cancer should:

  • focus first and foremost on substances and conditions of exposure that have been shown in human epidemiological studies to cause cancer. The use of tobacco (particularly cigarettes), overexposure to sunlight, and dietary imbalances are examples of "cancer risk factors" well studied in humans, not just in laboratory rodents.5
  • emphasize dietary patterns, such as increasing consumption of fruits and vegetables, that have been shown in human epidemiological studies to decrease cancer risk.
  • reject "carcinogen-of-the-week" scares—those hyped indictments of artificial sweeteners, pesticides, food colorings, and other synthetic ingredients that at high doses cause cancer in rodents.
  • demand that our government's regulatory efforts to reduce cancer risk be based on sound science, not on emotion or on the sort of neo-Luddite ideologies that reject our technological, industrial way of life.
1 The Food Quality Protection Act of 1996 actually moved regulation of pesticide residues on processed foods from section 409 of the Food, Drug and Cosmetic Act, where the Delaney clause is placed, to section 408. The effect of this change is that the provisions of the Delaney clause no longer apply to pesticide residues, although they do still apply to food additives.
2 Gold LS, Slone TH, Ames BN. Prioritization of possible carcinogenic hazards in food. In: Tennant DR, ed. Food Chemical Risk Analysis. London: Chapman & Hall; 1997:269-295.
3 Data for calculations obtained from: Gold LS, Slone TH, Stern BR, Manley NB, Ames BN. Possible carcinogenic hazards from natural and synthetic chemicals: setting priorities. In: Cothern CR, ed. Comparative Environmental Risk Assessment. Boca Raton, FL: Lewis Publishers; 1993:209-235.
4 Gold LS, Slone TH, Ames BN. What do animal cancer tests tell us about human cancer risk?: Overview of analyses of the carcinogenic potency database. Drug Metab Rev. 1998;30(2):359-404.
5 ACSH does not here reject the use of animal testing for the prediction of human cancer risk, but rather calls for common sense in assessing the results of such tests (for details, see the ACSH booklet Of Mice and Mandates). Further research is needed to establish the mechanisms by which different chemicals, whether natural or synthetic, cause cancer. Without such work we have no sound scientific basis for extrapolating from high-dose rodent tests to the much lower doses typically seen in human exposures. ACSH specifically rejects extrapolating from high-dose rodent cancer tests to predict cancer risk in humans. ACSH notes, however, that a chemical, whether natural or synthetic, that causes cancer in many animal species (not just in rodents); at many levels of exposure; and in many experiments should be given regulatory attention. ACSH notes further that consideration should be given to setting human tolerance levels to such an animal carcinogen. This rational and reasonable approach is now followed by government agencies in the case of one natural (and usually unavoidable) carcinogen, aflatoxin, a substance produced by a fungus that grows naturally on peanuts, corn, and other products. The Food and Drug Administration, noting the potency of this human carcinogen, has set reasonable and workable limits for human exposure to it.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

2010

Caros frequentadores do blog. Agradeço a sua companhia durante este ano e espero estar aqui para continuar postando no próximo ano. Desejo a todos um 2010 repleto de desafios e de vitórias, tanto no campo pessoal como profissional. Deixei uma mensagem no meu blog não científico (okigami.blogspot.com).
Oro para que Deus os ilumine e abençoe.
Henry Okigami

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Toxicidade sinérgica

O controle de niveis de elementos tóxicos hoje comete, ao meu ver, um erro grave. Sempre analisamos os elementos tóxicos de forma isolada. Ontem comentei a nova visão sobre toxicologia sinérgica. Os estudos já há alguns anos vem avaliando o sinergismo toxicológico, entre metais por exemplo, sabemos que intoxicações com mercúrio ou arsenio associados com nivel alto de manganês apresentam toxicologia sinérgica, ou seja, há uma potencialização da toxicidade. O mesmo eu sugiro ocorrer com uma associação entre cálcio e zinco. Cálcio em excesso, principalmente idosos é associado a depósito no sistema nervoso central, porém o cálcio é um sinalizante intracelular de neurotransmissão glutamatérgica, o zinco é um estimulante da neurotransmissão glutamatérgica, ambos aumentados no corpo podem trazer danos na neurotransmissão. Não é só neste ponto, vamos pegar o selenio, que em excesso é induz ao hipotiroidismo, o lítio em excesso causa a mesma inibição da atividade tiroideana. Mas o selenio baixo também pode levar a hipotiroidismom, daí o litio em excesso tem toxicologia sinérgica ao selenio em excesso ou selenio em falta. Vamos analisar por outro ponto de vista, isoflavonas e selênio. Isoflavonas alteram a atividade da tiróide e o selenio também. Imaginem a somatória do efeito de ambos, mas vamos levar adiante isso para a nutrição em si. Soja fermentada contém isoflavonas oxidadas que são mais ativas, castanha do Pará podem ter muito selenio. Soja fermentada com castanha do Pará rica em selenio pode causar hipotiroidismo subclinico. No dia a dia vamos entendendo as interações. PCBs e metais tóxicos também podem ter sinergismo toxicológico. No futuro nós teremos uma avaliação do risco toxicológico somando os tóxicantes sinérgicos presentes nos alimentos ou no ambiente e o controle de risco ao ser humano melhorará cada vez mais.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Bioquimica

A cada vez mais creio que a bioquimica é a chave para o sucesso na medicina e na nutrição. Na farmácia é apenas chave do sucesso porque a farmacologia e conhecimento sobre medicamentos influencia muito. Mas conhecer bioquimica e fisiopatologia é o caminho para o sucesso nesta área. O curso de ortomolecular que eu fiz este ano em SP me ajudou muito a conectar melhor bioquimica e doença, bem como o controle da doença. Imaginem-se num campo de batalha. Vencer a batalha é intimamente ligado ao conhecimento, do inimigo e do campo de batalha, isso já dizia Sun Tzu. Bem, o inimigo é a doença, conhecer a fisiopatologia é essencial. A bioquimica é o campo de batalha, o corpo do indivíduo, os relevos. Conhecer os dois é uma chave para a vitória. O exército? medicamentos/suplementos são o exercito, acredito que podemos levar tudo como levamos as táticas de guerra delineadas por Sun Tsu a centenas de anos atrás e conectamos na bioquimica. Em 2009 penso  em montar um curso de bioquimica e fisiopatologia, ligando com farmacologia. Acho que não terei muitos alunos, mas será muito gratificante tentar...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Aula via internet - Toxicologia de metais e minerais

Dia 15 de dezembro, das 20 as 22 horas farei aula sobre toxicologia de metais e minerais que será transmitida via internet. Você precisará pegar uma senha e acessar um sistema chamado hot conference. O curso chegará até você sem custo, patrocinado pela Atman Capacitação, Biominerais e Science Solution. Serão tres aulas ao todo com diferentes temas e no dia 15 definido é o de toxicologia de metais e minerais. Quem tiver interesse entre em contato com o e-mail: contato@atmancapacitacao.com.br.

domingo, 29 de novembro de 2009

Anaeróbio ou Aeróbio?

Vocês já questionaram qual o melhor exercício para obesidade? Ontem no curso de suplementos no esporte discuti com os alunos a eficácia na produção de ATP. Imaginem que a partir da glicólise anaróbia o nosso corpo faz 2 ATPs para cada mol de glicose metabolizada, gerando esqueleto de carbono, como eu falei antes. Quando fechamos a glicólise aeróbia, fazemos 36 ATPs. Então se voce ingerir glicose, amido, ou fazer a gliconeogenese, eu pergunto para os leitores... qual o melhor exercício para queimar mais glicose e formar ATP para obter uma geração de ATP com maior gasto de glicose? Ora, a resposta é óbvia, a glicólise anaeróbia é mais eficaz em perder caloria em função de que o corpo faz em torno de 15 vezes menos ATP a partir do mol de glicose em relação a glicolise aeróbia. Então para perder peso ou tansformar moléculas de glicose de forma a gerar menos energia, aumentando a perda de peso com menos exercício possível, acredito que a glicólise anaeróbia seria a forma mais eficaz porque é menos produtiva em energia. Todos em geral, quando vão perder peso recomendam que o atleta faça aeróbio, mas acredito sinceramente que o anaeróbio lático é a melhor forma de se perder peso rapidamente justamente porque o rendimento em ATP é menor.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Linhaça, dados finais e mitos caindo

Posto restumo de artigo de revisão sobre linhaça e saúde, um dado para utilizarem no dia a dia baseado em ciência. A linhaça e seus componentes podem melhorar saúde cardiovascular devido numerosos atributos. A linhaça contém 35% de sua massa como óleo, do qual 55% é ácido alfa-linolênico (ALA) (omega-3). Torta de linhaça, que não contém o óleo, mas contém a lignana secoisolariciresinol diglicosídeo (SDG), linhaça, linhaça com baixo teor de ALA, óleo de linhaça e complexo lignana da linhaça (FLC) e a lignana secoisolariciresinol diglicosídeo (SDG) reduzem o desenvolvimento de aterosclerose hipercolesterolemica em 46%, 69%, 0%, 73%, e 34%, respectivamente, em modelo de coelhos. FLC e SDG diminuem a progressão de aterosclerose porém não tem efeitos na regressão de aterosclerose. Supressão de aterosclerose pela linhaça é o resultado do seu conteúdo de lignanas e não resultado do conteúdo de ALA. Supressão de aterosclerose é associado com diminuição de lipidios séricos e atividade antioxidante. Efeitos da linhaça nos lipidios séricos em animais experimentais são variáveis de nenhuma alteração a leve redução. Óleo de linhaça não afeta lipidios séricos, exceto por uma leve redução nos triglicerídeos. Lignanas em geral reduzem colesterol total e colesterol da LDL e aumentam colesterol da HDL. SDG e seus metabólitos tem atividade antioxidante. Linhaça e óleo de linhaça não tem atividade antioxidante, exceto no que eles suprimem a produção de radicais de oxigênio em leucócitos. Óleo de linhaça/ALA têm efeitos variados em mediadores/marcadores inflamatórios com interleucina 1-beta, IL-2, IL-4, IL-6, IL-10, TNF-alfa, interferon gama, proteina C-reativa e amilóide A. Doses de ALA menores que 14g por dia ou mais reduzem mediadores inflamatórios. Oleo de linhaça diminui molécula 1 de adesao intracelular, e-selectina solúvel e fator estimulante de colônia de monocitos. Linhaça tem efeitos variáveis em IL-6, proteína C reativa de alta sensibilidade, molecula 1 de adesão vascular celular ou proteina quimioatrativa para monocitos. Linhaça tem uma pequena atividade hipotensora, porém óleo de linhaça não diminui pressão arterial. Entretanto, SDG é um agente hipotensor potente. Óleo de linhaça inibe agregação plaquetária e aumenta tempo de sangramento. Linhaça e FLC não tem efeitos no sistema hematopoiético. SDG é um potente antiangiogenico e antiapoptotico e pode ter um papel na cardioproteção em doença cardia ca isquemica. Em conclusão, linhaça, FLC e SDG, mas não óleo de linhaça, suprimem aterosclerose, e FLC e SDG retarda progressão de ateroscelrose mas não reverte a aterosclerose instalada. Óleo de linhaça inibe produção de radicais livres de oxigênio em celulas brancas do sangue, prolonga tempo de sangramento e em doses maiores, suprimem mediadores inflamatorios. No final das contas, há benefícios da linhaça em saúde humana. Consumir regularmente? eu consumiria a linhaça também por conter outros produtos na composição, como fibras. J Cardiovasc Pharmacol 2009;54:369–377.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ciência e Deus

Há uma suposição que a ciência nos afasta de Deus. Não acho que seja assim. Quanto mais eu estudo e mais me aprofundo no conhecimento das moléculas que movem a vida, mais eu acredito que existe não apenas uma grande força por trás disso tudo, mas uma imensa inteligência. Nos últimos meses eu venho estudando mais para me aprofundar e me preparar para 2010 quando começarei a minha pesquisa em câncer. Não é mais surpresa para mim entender mecanismos que imaginava complexos mas se mostram muito simples, na verdade a ciência me aproxima de Deus e me faz cada vez mais admirar ao Senhor. Não apenas a complexidade, mas a lógica e a criatividade são imensas. Já se perguntaram o que existe por trás do universo? Não do ponto de vista força maior, mas do ponto de vista inteligencia perfeita. Considero Deus a inteligencia perfeita. Para fazer o universo como ele é, para montar o quebra cabeças das moléculas na vida como ela é, bioquimicamente maravilhosa, imperfeitamente linda, perfeitamente complexa. É como um recordista universal de queda de dominós, sempre um mecanismo leva a outro, outro e a interligação se torna cada vez mais lógica e inteligível. Vejo Deus como uma força, mas mais como uma força, vejo Deus como uma inteligência perfeita. Criativa, lógica, matemática, intuitiva... onisciente. Por isso entender a bioquimica me aproxima de Deus, só assim posso entender como a vida é. Porém mais que isso, Deus é a inteligência por trás do universo. Que inteligência...

domingo, 22 de novembro de 2009

Proliferação celular

A proliferação celular parte da premissa que a célula necessita estimular a rota biossintética e produzir o que convencionamos chamar de esqueletos de carbono. São esqueletos de carbono os aminoácidos, os carboidratos (deoxiribose e ribose), ácidos graxos e outros. Quanto analisamos o metabolismo celular, entendemos que a rota glicolitica é uma rota que produz energia mas também produz esqueletos de carbono para a biossíntese. De forma interessante, a glicólise anaeróbia é a rota de maior produtividade de esqueletos de carbono, porém a glicólise aeróbia, que completa a anaeróbia também produz esqueletos de carbono. Um produzido pela via aeróbia é o alfa-ceto glutarato que dará origens a inumeros aminoácidos não essenciais para a formação de estruturas, mas também para a produção de substratos enzimáticos, o mais conhecido talvez seja a arginina. Claramente uma célula diferenciada usa preferencialmente a glicólise aeróbia em função de maior rendimento de energia, mas também em função da menor demanda de esqueleto de carbono. Uma célula altamente proliferativa se comporta de forma adversa, priorizando a via glicólise anaeróbia, produzindo menos ATP, mas produzindo mais esqueletos de carbono para biossíntese e proliferação. Esta via geralmente é estimula pelo TOR ou pelo Akt, estes estimulos fazem com que a célula priorize a via glicolise anaerobia produzindo mais esqueletos de carbono estimulando as enzimas no citoplasma da célula levando a estimulo da proliferação. Em atletas anerobios, o exercicio resistido é um mecanismo estimulado pela via TOR e glicolise anaerobia. As células neoplásicas se comportam de forma semelhante a celula proliferativa, gerando capacidade biossintética maior e isso explica sua capacidade de reprodução aumentada e seu alto grau de invasibilidade. Estudos hoje focam TOR para inibição da atividade glicolitica anaerobia na célula neoplásica, diminuindo sua capacidade biossintética. Ao mesmo tempo, a célula neoplásica, bem como a célula proliferativa, utilizam em menor grau a glicolise aerobia, produzindo menos radicais livres, pois estes são produzindos principalmente dentro da mitocondria quando a célula completa o ciclo oxidativo, daí células altamente proliferativas e cancerígenas parecem produzir menos radicais livres, este pode ser outro alvo interessante para tratamento. Imaginamos que uma célula que produz poucos radicais livres tem baixa atividade antioxidante em função da demanda normal, daí um estresse oxidativo brusco pode ser altamente benéfico nas células neoplásicas, mas também pode afetar de forma significativa as células proliferativas.