domingo, 24 de janeiro de 2010

Memantina e glutamato

Ontem ministrei curso para pós-graduação de ortomolecular no Rio de Janeiro, falei sobre a abordagem ortomolecular em algumas desordens endócrinas, particularmente obesidade, resistencia a insulina e diabetes. Envolve então síndrome metabólica, esteatose hepática, disfunção endotelial. Abordei algo de tiroide. Bem, nas perguntas que foram aparecendo eu comentei sobre minha opinião sobre a memantina, acho que a memantina é a primeira droga de muitas que virão que tem a capacidade de modular o sistema glutamatérgico, particularmente receptores NMDA que são responsáveis pelo neuroexcitação. A neurotransmissão glutamatérgica é pouco conhecida, na verdade, todo o cérebro é um enigma, mas a neurotransmissão glutamatérgica envolve influxo de cálcio, excitação, ira, agressão e competitividade, assim como seu excesso envolve apoptose de neurônios. O sistema está envolvido em alguns tipos de enxaqueca, agressividade, mania, comportamento marginal alterado e esquizofrenia. Pode estar envolvido em agressividade em autistas. Há uma gama muito grande de aplicações, brinquei que eu gostaria de ser o detentor da patente da molécula, porque eu vejo esta como uma molécula para se descobrir muita coisa, muitas ações farmacológicas, muitas atividades terapêuticas ainda serão oriundas da memantina, sem contar o fato de que novas moléculas aparecerão, como diferentes niveis de atividade. Em suma, é um fármaco que foi bem vindo e que será ainda muito estudado. A memantina pode ser potencializada por magnésio, glicina, omega-3 (DHA), fármacos como bloqueadores de canal de cálcio ou abridores de canal de cloreto, e o estimulo do metabolismo de um carbono, daí a presença de ácido fólico, vitamina B12 e metionina são essenciais. Deriva uma possível aplicação para a s-adenosilmetionina, mas ainda são descobertas futuras.

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