terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Vitamina D em 2010

Mal 2010 começou e já começaram a aparecer artigos sobre vitamina D nas revistas. A grata surpresa foi a revista Neurology de janeiro de 2010 que traz três artigos associando níveis plasmáticos de vitamina D e função cognitiva. Lógico, níveis baixos com déficit cognitivo nos pacientes. Ainda há muito a se descobrir sobre a vitamina D, neste momento estão em andamento trabalhos suplementando vitamina D e avaliando a função cognitiva em pacientes idosos. De antemão dados serão associados a demencia isquêmica que com certeza terá sua progressão retardada pela vitamina D nos pacientes idosos. Além disso, o ano de 2009 foi pródigo em relação a vitamina D, artigos de revisão focaram em efeitos não-ósseos e mostraram benefícios imunes. A vitamina D é um hormonio imunomodulador. Outros dados são de artigos em neuropatia diabética. Talvez se extenda para outros tipos de neuropatias, mas é uma arma a mais no dia a dia.

sábado, 26 de dezembro de 2009

O selênio -amor e ódio

A história do selênio é interessante. Hoje muitos prescrevem o elemento como suplemento, ou orientam ingestão de castanha do Brasil como fonte de selênio. Há 20 anos atrás o selênio não era muito utilizado, estava disponivel como reagente na forma de selenio metálico e selenito de sódio e desta forma eram usados como suplemento em fórmulas magistrais. Deste esta época eu estudo o selênio e venho acompanhando a evolução do  conhecimento sobre  seu metabolismo. Estudos indicam que o selênio é altamente tóxico, tanto quanto o arsênio se administrado em doses altas. Como todo oligoelemento, é essencial a um sem número de caminhos metabólicos no nosso corpo, porém em excesso é tóxico, altamente tóxico. O que me preocupa não é a sua dose tóxica, é o desconhecimento de sua toxicidade sub-clínica. Estudos na China, onde foram identificadas duas doenças por deficiencia de selenio, Kashin-Beck e Keshan trouxeram uma luz sobre seu uso como suplemento e seu uso na agricultura. Regiões onde existiam estas doenças endêmicas tiveram seu solo adubado com selênio e a prevalência destas doenças diminui drasticamente. O selênio tem sido ligado a algumas patologias, sua deficiencia é associada a estresse oxidativo descontrolado por deficiencia de caminhos metabolicos antioxidante (glutationa peroxidase por exemplo), baixa atividade da enzima iodotironina 5-deiodinase que converte T4 a T3, levando a hipotiroidismo sub-clínico. Também há estudos do selênio em tiroidite de Hashimoto melhorando qualidade de vida nestes pacientes. O outro lado é também interessante, há estudos mostrando que o selênio em excesso inibe a tireoperoxidase, diminuindo a produção de hormonios tiroideanos, duas faces interessantes. Selênio em excesso dá hipotiroidismo, selênio em falta também. Há estudos ligando suplemento de selênio e prevenção de cancer, porém estudos de níveis plasmáticos e câncer mostram que o nível elevado de selênio aumenta prevalência de alguns tipos de câncer. Outro lado interessante do selênio é que estudos epidemiológicos já há pelo menos 5 anos mostram uma relação entre o nivel plasmático elevado de selênio e o risco aumentado de diabetes tipo 2 na população. Este mês foi publicado um artigo relacionando o selênio e aumento nos níveis de colesterol total e colesterol não-HDL, ou seja, aumento de colesterol da LDL, VLDL e total, mas não da HDL. Imaginem então a repercurssão de um nível aumentado de selênio na dieta ou como suplemento. Hipotiroidismo sub-clínico leva a obesidade. Nível plasmático de selênio alto aumenta risco de diabetes tipo 2. Nível aumentado de selênio no sangue aumenta colesterol da LDL. Some tudo isso aí, sindrome metabólica, doença cardíaca, infarto no miocárdio, acidente vascular cerebral. Cada vez mais os estudos mostram que o objetivo nunca é suplementar sem controle, é suplementar apenas o que o indivíduo necessita. Eu pergunto a vocês que prescrevem o selênio e orientam dieta... vocês sabem se seu paciente precisa do selênio que vocês estão indicando?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Jantar de natal - texto copiado do http://www.acsh.org



Cream of Mushroom Soup - hydrazines
Carrots - aniline, caffeic acid
Cherry Tomatoes - acrylamide, ethyl alcohol, benzo(a)pyrene, ethyl carbamate, furan derivatives, furfural, dihydrazines, d-limonene, psoralens, quercetin glycosides, safrole. 
Cranberry Sauce - furan derivative. 
Prime Rib of Beef with Parsley Sauce - benzene, heterocyclic amines, psoralens
Broccoli Spears - allyl isothiocyanate
Baked Potato - ethyl alcohol, caffeic acid
Sweet Potato - ethyl alcohol, furfural
Rolls with Butter - acetaldehyde, benzene, ethyl alcohol, benzo(a)pyrene, ethyl carbamate, furan derivatives, furfural
Pumpkin Pie - benzo(a)pyrene, coumarin, methyl eugenol, safrole
Apple Pie - acetaldehyde, caffeic acid, coumarin, estragole, ethyl alcohol, methyl eugenol, quercetin glycosides, safrole
Fresh Apples, Grapes, Mangos, Pears, Pineapple - acetaldehyde, benzaldehyde, caffeic acid, d-limonene, estragole, ethyl acrylate, quercetin glycosides
Red Wine, White Wine - ethyl alcohol, ethyl carbamate
Coffee - benzo(a)pyrene, benzaldehyde, benzene, benzofuran, caffeic acid, catechol, 1,2,5,6-dibenz(a)anthracene, ethyl benzene, furan, furfural, hydrogen peroxide, hydroquinone, d-limonene, 4-methylcatechol
Tea - benzo(a)pyrene, quercetin glycosides
Jasmine Tea - benzyl acetate


NATURALLY OCCURRING MUTAGENS and CARCINOGENS FOUND in FOODS and BEVERAGES
Acetaldehyde (apples, bread, coffee, tomatoes)—mutagen and potent rodent carcinogen
Acrylamide (bread, rolls)—rodent and human neurotoxin; rodent carcinogen
Aflatoxin (nuts)—mutagen and potent rodent carcinogen; also a human carcinogen
Allyl isothiocyanate (arugula, broccoli, mustard)—mutagen and rodent carcinogen
Aniline (carrots)—rodent carcinogen
Benzaldehyde (apples, coffee, tomatoes)—rodent carcinogen
Benzene (butter, coffee, roast beef)—rodent carcinogen
Benzo(a)pyrene (bread, coffee, pumpkin pie, rolls, tea)—mutagen and rodent carcinogen
Benzofuran (coffee)—rodent carcinogen
Benzyl acetate (jasmine tea)—rodent carcinogen
Caffeic acid (apples, carrots, celery, cherry tomatoes, cof-fee, grapes, lettuce, mangos, pears, potatoes)—rodent carcinogen
Catechol (coffee)—rodent carcinogen
Coumarin (cinnamon in pies)—rodent carcinogen
1,2,5,6-dibenz(a)anthracene (coffee)—rodent carcinogen
Estragole (apples, basil)—rodent carcinogen
Ethyl alcohol (bread, red wine, rolls)—rodent and human carcinogen
Ethyl acrylate (pineapple)—rodent carcinogen
Ethyl benzene (coffee)—rodent carcinogen
Ethyl carbamate (bread, rolls, red wine)—mutagen and rodent carcinogen
Furan and furan derivatives (bread, onions, celery, mushrooms, sweet potatoes, rolls, cranberry sauce, coffee)—many are mutagens
Furfural (bread, coffee, nuts, rolls, sweet potatoes)—furan derivative and rodent carcinogen
Heterocyclic amines (roast beef, turkey)—mutagens and rodent carcinogens
Hydrazines (mushrooms)—mutagens and rodent carcinogens
Hydrogen peroxide (coffee, tomatoes)—mutagen and rodent carcinogen
Hydroquinone (coffee)—rodent carcinogen
d-limonene (black pepper, mangos)—rodent carcinogen
4-methylcatechol (coffee)—rodent carcinogen
Methyl eugenol (basil, cinnamon and nutmeg in apple and pumpkin pies)—rodent carcinogen
Psoralens (celery, parsley)—mutagens; rodent and human carcinogens
Quercetin glycosides (apples, onions, tea, tomatoes)—mutagens and rodent carcinogens
Safrole (nutmeg in apple and pumpkin pies, black pepper)—rodent carcinogen

'Natural' Foods are not Carcinogen-Free
The holiday season is a good time to remember that the American food supply is by far the best in the world—and the best it has been in the history of this country. It is the best not only in terms of its abundance and variety, but also in terms of its safety. Our diet—like diets around the world—is made up of water, macronutrients (carbohydrates, proteins, and fats), micronutrients (vitamins and minerals), and tens of thousands of other naturally occurring chemicals. A few of these latter chemicals either have been shown to cause cancer in laboratory rodents in research studies or have been shown to be "mutagens" when tested with bacteria. Mutagens, because they can damage DNA—genetic material—are often thought of as "possible animal carcinogens." Mutagen tests such as the Ames test are often used as quick indicators to predict how likely a chemical is to cause cancer.
Back in 1958, when the United States Congress passed legislation (the so-called Delaney amendment to the 1938 Food, Drug, and Cosmetics Act) to keep "carcinogens" out of our processed food supply, it was assumed that carcinogens (a) were rarely found in foods and (b) were put there by humans, either purposely, through food additives, or inadvertently, in the form of pesticide residues. The Delaney amendment banned from American food any artificial substance that could be shown to cause cancer in lab animals—no matter how small the amount of the substance in a food or how high the dose given to test animals. Some progress has been made since 1958, however: In 1996 the Food Quality Protection Act removed the scientifically untenable "zero-risk" requirement from the approval process for pesticides. This narrowed the scope of the irrationally restrictive Delaney clause.1
In the 40+ years since Delaney was passed, it has become clear that many naturally occurring chemicals—chemicals that are plentiful in our food supply—cause cancer in rodents when fed in high doses over a lifetime. Furthermore, scientists Bruce N. Ames and Lois Swirsky Gold have analyzed human exposure to chemicals, both natural and man-made (synthetic), that have been classified as "rodent carcinogens." The researchers have concluded that when ranked on an index (the HERP Index) that compares human exposure to the dose that increases tumors in rodents, the possible cancer hazard to humans from the background of dietary intake of nature's own rodent carcinogens ranks high in comparison to the possible hazard from residues of synthetic pesticides or additives.
Human dietary intake of nature's pesticides is about 10,000 times higher than human intake of synthetic pesticides that are rodent carcinogens. In other words, consumers who choose to worry about eating chemicals shown to cause cancer in rodents (and ACSH does not recommend that you worry about this hypothetical risk) should understand that the human diet is full of naturally occurring rodent carcinogens.
Present scientific knowledge suggests that residues of synthetic rodent carcinogens in our diet are unlikely to pose a risk of cancer in the quantities we consume on a daily, monthly, or yearly basis. The data are inadequate to allow us to evaluate human risk at low doses, and the uncertainties are enormous.
We hear much about "carcinogens" in our food. But the media use the designation "carcinogen" most frequently in conjunction with man-made rodent carcinogens—substances such as Alar (a fruit-ripening chemical), saccharin (a synthetic, noncaloric sweetener), and BHA (butylated hydroxyanisole, a synthetic antioxidant). What ACSH will demonstrate in this menu is that chemicals that are rodent carcinogens, or that are suspected of being such, abound in nature.
Many of these naturally occurring rodent carcinogens are natural pesticides—chemicals that plants produce to repel or kill predators. Of the approximately 10,000 such natural pesticides occurring in the diet, only about 60 have been tested in rodent experiments.2 These chemicals are found in a wide variety of our food plants: Brussels sprouts, cantaloupe, cauliflower, cherries, chili peppers, cocoa, garlic, grapes, kale, lentils, lettuce, and radishes—to name just a few that are not in our Holiday Menu.2
The consumption of small doses of rodent carcinogens, whether of natural or synthetic origin, is quite unlikely to pose a cancer hazard to humans. When you understand that carcinogens and mutagens are everywhere in Mother Nature's own food supply, you can see the absurdity of panicking over tiny levels in the food supply of synthetic chemicals (such as pesticide residues) that are "carcinogens" when fed in large doses over a lifetime to rodents. If you chose to believe that every rodent carcinogen was also a potential human carcinogen, and if you then chose to extrapolate directly from rodent to human, the background of naturally occurring chemicals that people consume at levels close to the rodent-carcinogenic dose would still cast doubt on the importance for human cancer of synthetic chemical residues.
Note, for example, on the Holiday Menu that the bread in the stuffing contains furfural, a rodent carcinogen. But when you take into account the difference in body weight between a human and a rodent, you will see that, based on the carcinogenicity data available from the laboratory, a person would have to eat 82,600 slices of bread to consume an amount of furfural equal to the amount that increased the risk of cancer in rodents.
Here's a calculation relating the rodents' risk to yours:





When looking at this example, remember the conditions of the animal studies: Doses are fed every day of the rodent's life (usually two years). To get an equivalent carcinogenic dose, a human would have to consume those 82,600 slices of bread every day for years.
The primary risk factor in holiday meals—other than the risk of food poisoning from the improper handling or preparation of food—is getting too much of a good thing. A hungry holiday eater can easily consume 2,000-plus calories at one sitting. A consistent intake of excessive calories contributes to obesity, with its attendant higher risk of heart disease. Interestingly, excessive caloric intake has been called the "most striking" carcinogen in rodent carcinogenicity studies. Body weight is a good predictor of a rat's risk of cancer as shown in comparisons of rats on calorie-restricted diets and rats permitted to eat all they want.
In our quest to reduce our cancer risk by manipulating our diet, we should focus on dietary imbalances in what we eat, not on trace chemicals. Numerous epidemiological studies have indicated that people who consume a diet high in fruits and vegetables have a lower risk for various types of cancer. This is true in spite of the fact that natural chemicals that are also rodent carcinogens occur abundantly in many of these same fruits and vegetables. Note that the populations studied lowered their risks even though their food presumably contained synthetic pesticide residues. High fruit and vegetable consumption was still protective against cancer.
The foods on our Holiday Menu are healthful and wholesome despite the presence in them of some of Mother Nature's own chemicals that have been shown to be carcinogenic in high-dose rodent tests.

ARE THERE "POISONS" in OUR FOOD SUPPLY?
The focus of the ACSH holiday menu is on "carcinogens," defined here as chemicals, either natural or synthetic, that cause cancer in rodents when consumed in large amounts. A related topic, however, is that of "poisons," technically known as toxicants. Just as it is scientifically unwarranted to believe that the food supply is free of natural rodent carcinogens and mutagens, it is equally unrealistic to equate "natural" with safe. Foods abound in natural chemicals that are toxic or potentially toxic—because all chemicals will be toxic at some dose.
Toxicologists have confirmed that food naturally contains a myriad of chemicals traditionally thought of as "poisons." Potatoes contain solanine, arsenic, and chaconine. Lima beans contain hydrogen cyanide, a classic suicide substance. Carrots contain carototoxin, a nerve poison. And nutmeg, black pepper, and carrots all contain the hallucinogenic compound myristicin.
Moreover, all chemicals, whether natural or synthetic, are potential toxicants at high doses but are perfectly safe when consumed in low doses. Take common table salt, for example: This everyday chemical, when consumed in excess, can cause elevations in blood pressure in sensitive individuals; a couple of tablespoonsful can kill a small child. Selenium, a mineral essential in the human diet, can cause nausea and nerve changes when chronically consumed in excess. The familiar stimulant caffeine is also a toxicant if consumed in high doses (say, 50 to 100 cups of coffee per day). Supplements of the essential mineral iron all too often cause poisoning in children.
When it comes to toxicants in the diet—natural or synthetic—the dose makes the poison.

Natural Versus Synthetic
The presumption that natural chemicals are not hazardous but synthetic ones are has no scientific support. Substances should be evaluated according to their human carcinogenic potential, not according to their origin—and to do so requires more biological information than can be provided by a rodent cancer test.
Naturally occurring rodent carcinogens are present in far greater amounts in our food supply than are pesticide and other chemical residues (the much-publicized rodent carcinogens). As we enjoy our holiday dinner, we should remember the benefits that scientific research has brought to American agriculture and food technology. Science has made our food safer, more nutritious, more attractive, more abundant, more widely available, and more enjoyable—and has done so at relatively low cost. The American food supply is truly the envy of the world!
If national regulatory policies lead to a reduction in the number of agricultural chemicals available to farmers, food production could drop—and food prices increase. Such a situation could actually increase cancer rates if people faced with higher food costs were to choose to eat fewer fruits and vegetables.
Epidemiological evidence now confirms that a generous intake of fruits and vegetables reduces the risk of cancer. It would be ironic, indeed, if misplaced fervor about removing supposed carcinogens—synthetic chemicals—from our food supply were to result in decreased consumption of the very foods thought to be protective against cancer.

ACSH's Review of the Literature on Naturally Occurring Carcinogens Leads Us to Three General Conclusions
First, it would be unrealistic to attempt to remove from our food supply every known trace of every natural chemical that tests positive in a high-dose rodent test. Even human carcinogens may be neither toxic nor carcinogenic at very low doses. Imagine, for example, the unrealistic expectation of "zero exposure" to sunlight—a skin carcinogen. Even though we know sunlight can, in high doses, cause human cancers, would we want to dispense with the skin's production of vitamin D under sunlight? It is important to emphasize that with natural carcinogens, as with synthetic compounds, the "dose makes the poison."
Second, scientists are just scratching the surface in their quest to identify nature's own rodent carcinogens. It is already evident that we should reject the presumptions—one might almost call them superstitions—that the label "natural" means "safe and free of rodent carcinogens" and that "synthetic" substances are the only rodent carcinogens. No scientific evidence supports these beliefs.
Indeed, a recent review of rodent carcinogen studies demonstrated that of chemicals tested for their cancer-causing potential, 57% of the naturally occurring ones and 59% of the synthetic ones were evaluated as positive: virtually identical percentages4!
It is also important to realize that because of our initial regulatory bias against synthetic chemicals, we have examined many more of them in rodent carcinogen tests than we have naturally occurring chemicals—even though 99.99% of the chemicals humans are exposed to are natural.
Third, the increasing body of evidence documenting the carcinogenicity (at least under laboratory conditions) of common, everyday substances found in nature highlights the contradiction we Americans have created up to now in our regulatory approach to carcinogens. This contradiction can be seen most clearly in the huge discrepancy that exists between the weight we have placed on synthetic carcinogens—we've been trying to purge the country of them—and, at the same time, the relative lack of attention we have given to natural carcinogens. We have largely ignored natural carcinogens, and have similarly ignored the fact that the carcinogenicity rate in rodent experiments is virtually the same for both naturally occurring and synthetic carcinogens. Of the thousands of natural pesticides identified, fewer than 100 have been investigated adequately in rodent tests.2
All of our efforts to reduce risks of cancer should:

  • focus first and foremost on substances and conditions of exposure that have been shown in human epidemiological studies to cause cancer. The use of tobacco (particularly cigarettes), overexposure to sunlight, and dietary imbalances are examples of "cancer risk factors" well studied in humans, not just in laboratory rodents.5
  • emphasize dietary patterns, such as increasing consumption of fruits and vegetables, that have been shown in human epidemiological studies to decrease cancer risk.
  • reject "carcinogen-of-the-week" scares—those hyped indictments of artificial sweeteners, pesticides, food colorings, and other synthetic ingredients that at high doses cause cancer in rodents.
  • demand that our government's regulatory efforts to reduce cancer risk be based on sound science, not on emotion or on the sort of neo-Luddite ideologies that reject our technological, industrial way of life.
1 The Food Quality Protection Act of 1996 actually moved regulation of pesticide residues on processed foods from section 409 of the Food, Drug and Cosmetic Act, where the Delaney clause is placed, to section 408. The effect of this change is that the provisions of the Delaney clause no longer apply to pesticide residues, although they do still apply to food additives.
2 Gold LS, Slone TH, Ames BN. Prioritization of possible carcinogenic hazards in food. In: Tennant DR, ed. Food Chemical Risk Analysis. London: Chapman & Hall; 1997:269-295.
3 Data for calculations obtained from: Gold LS, Slone TH, Stern BR, Manley NB, Ames BN. Possible carcinogenic hazards from natural and synthetic chemicals: setting priorities. In: Cothern CR, ed. Comparative Environmental Risk Assessment. Boca Raton, FL: Lewis Publishers; 1993:209-235.
4 Gold LS, Slone TH, Ames BN. What do animal cancer tests tell us about human cancer risk?: Overview of analyses of the carcinogenic potency database. Drug Metab Rev. 1998;30(2):359-404.
5 ACSH does not here reject the use of animal testing for the prediction of human cancer risk, but rather calls for common sense in assessing the results of such tests (for details, see the ACSH booklet Of Mice and Mandates). Further research is needed to establish the mechanisms by which different chemicals, whether natural or synthetic, cause cancer. Without such work we have no sound scientific basis for extrapolating from high-dose rodent tests to the much lower doses typically seen in human exposures. ACSH specifically rejects extrapolating from high-dose rodent cancer tests to predict cancer risk in humans. ACSH notes, however, that a chemical, whether natural or synthetic, that causes cancer in many animal species (not just in rodents); at many levels of exposure; and in many experiments should be given regulatory attention. ACSH notes further that consideration should be given to setting human tolerance levels to such an animal carcinogen. This rational and reasonable approach is now followed by government agencies in the case of one natural (and usually unavoidable) carcinogen, aflatoxin, a substance produced by a fungus that grows naturally on peanuts, corn, and other products. The Food and Drug Administration, noting the potency of this human carcinogen, has set reasonable and workable limits for human exposure to it.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

2010

Caros frequentadores do blog. Agradeço a sua companhia durante este ano e espero estar aqui para continuar postando no próximo ano. Desejo a todos um 2010 repleto de desafios e de vitórias, tanto no campo pessoal como profissional. Deixei uma mensagem no meu blog não científico (okigami.blogspot.com).
Oro para que Deus os ilumine e abençoe.
Henry Okigami

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Toxicidade sinérgica

O controle de niveis de elementos tóxicos hoje comete, ao meu ver, um erro grave. Sempre analisamos os elementos tóxicos de forma isolada. Ontem comentei a nova visão sobre toxicologia sinérgica. Os estudos já há alguns anos vem avaliando o sinergismo toxicológico, entre metais por exemplo, sabemos que intoxicações com mercúrio ou arsenio associados com nivel alto de manganês apresentam toxicologia sinérgica, ou seja, há uma potencialização da toxicidade. O mesmo eu sugiro ocorrer com uma associação entre cálcio e zinco. Cálcio em excesso, principalmente idosos é associado a depósito no sistema nervoso central, porém o cálcio é um sinalizante intracelular de neurotransmissão glutamatérgica, o zinco é um estimulante da neurotransmissão glutamatérgica, ambos aumentados no corpo podem trazer danos na neurotransmissão. Não é só neste ponto, vamos pegar o selenio, que em excesso é induz ao hipotiroidismo, o lítio em excesso causa a mesma inibição da atividade tiroideana. Mas o selenio baixo também pode levar a hipotiroidismom, daí o litio em excesso tem toxicologia sinérgica ao selenio em excesso ou selenio em falta. Vamos analisar por outro ponto de vista, isoflavonas e selênio. Isoflavonas alteram a atividade da tiróide e o selenio também. Imaginem a somatória do efeito de ambos, mas vamos levar adiante isso para a nutrição em si. Soja fermentada contém isoflavonas oxidadas que são mais ativas, castanha do Pará podem ter muito selenio. Soja fermentada com castanha do Pará rica em selenio pode causar hipotiroidismo subclinico. No dia a dia vamos entendendo as interações. PCBs e metais tóxicos também podem ter sinergismo toxicológico. No futuro nós teremos uma avaliação do risco toxicológico somando os tóxicantes sinérgicos presentes nos alimentos ou no ambiente e o controle de risco ao ser humano melhorará cada vez mais.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Bioquimica

A cada vez mais creio que a bioquimica é a chave para o sucesso na medicina e na nutrição. Na farmácia é apenas chave do sucesso porque a farmacologia e conhecimento sobre medicamentos influencia muito. Mas conhecer bioquimica e fisiopatologia é o caminho para o sucesso nesta área. O curso de ortomolecular que eu fiz este ano em SP me ajudou muito a conectar melhor bioquimica e doença, bem como o controle da doença. Imaginem-se num campo de batalha. Vencer a batalha é intimamente ligado ao conhecimento, do inimigo e do campo de batalha, isso já dizia Sun Tzu. Bem, o inimigo é a doença, conhecer a fisiopatologia é essencial. A bioquimica é o campo de batalha, o corpo do indivíduo, os relevos. Conhecer os dois é uma chave para a vitória. O exército? medicamentos/suplementos são o exercito, acredito que podemos levar tudo como levamos as táticas de guerra delineadas por Sun Tsu a centenas de anos atrás e conectamos na bioquimica. Em 2009 penso  em montar um curso de bioquimica e fisiopatologia, ligando com farmacologia. Acho que não terei muitos alunos, mas será muito gratificante tentar...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Aula via internet - Toxicologia de metais e minerais

Dia 15 de dezembro, das 20 as 22 horas farei aula sobre toxicologia de metais e minerais que será transmitida via internet. Você precisará pegar uma senha e acessar um sistema chamado hot conference. O curso chegará até você sem custo, patrocinado pela Atman Capacitação, Biominerais e Science Solution. Serão tres aulas ao todo com diferentes temas e no dia 15 definido é o de toxicologia de metais e minerais. Quem tiver interesse entre em contato com o e-mail: contato@atmancapacitacao.com.br.

domingo, 29 de novembro de 2009

Anaeróbio ou Aeróbio?

Vocês já questionaram qual o melhor exercício para obesidade? Ontem no curso de suplementos no esporte discuti com os alunos a eficácia na produção de ATP. Imaginem que a partir da glicólise anaróbia o nosso corpo faz 2 ATPs para cada mol de glicose metabolizada, gerando esqueleto de carbono, como eu falei antes. Quando fechamos a glicólise aeróbia, fazemos 36 ATPs. Então se voce ingerir glicose, amido, ou fazer a gliconeogenese, eu pergunto para os leitores... qual o melhor exercício para queimar mais glicose e formar ATP para obter uma geração de ATP com maior gasto de glicose? Ora, a resposta é óbvia, a glicólise anaeróbia é mais eficaz em perder caloria em função de que o corpo faz em torno de 15 vezes menos ATP a partir do mol de glicose em relação a glicolise aeróbia. Então para perder peso ou tansformar moléculas de glicose de forma a gerar menos energia, aumentando a perda de peso com menos exercício possível, acredito que a glicólise anaeróbia seria a forma mais eficaz porque é menos produtiva em energia. Todos em geral, quando vão perder peso recomendam que o atleta faça aeróbio, mas acredito sinceramente que o anaeróbio lático é a melhor forma de se perder peso rapidamente justamente porque o rendimento em ATP é menor.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Linhaça, dados finais e mitos caindo

Posto restumo de artigo de revisão sobre linhaça e saúde, um dado para utilizarem no dia a dia baseado em ciência. A linhaça e seus componentes podem melhorar saúde cardiovascular devido numerosos atributos. A linhaça contém 35% de sua massa como óleo, do qual 55% é ácido alfa-linolênico (ALA) (omega-3). Torta de linhaça, que não contém o óleo, mas contém a lignana secoisolariciresinol diglicosídeo (SDG), linhaça, linhaça com baixo teor de ALA, óleo de linhaça e complexo lignana da linhaça (FLC) e a lignana secoisolariciresinol diglicosídeo (SDG) reduzem o desenvolvimento de aterosclerose hipercolesterolemica em 46%, 69%, 0%, 73%, e 34%, respectivamente, em modelo de coelhos. FLC e SDG diminuem a progressão de aterosclerose porém não tem efeitos na regressão de aterosclerose. Supressão de aterosclerose pela linhaça é o resultado do seu conteúdo de lignanas e não resultado do conteúdo de ALA. Supressão de aterosclerose é associado com diminuição de lipidios séricos e atividade antioxidante. Efeitos da linhaça nos lipidios séricos em animais experimentais são variáveis de nenhuma alteração a leve redução. Óleo de linhaça não afeta lipidios séricos, exceto por uma leve redução nos triglicerídeos. Lignanas em geral reduzem colesterol total e colesterol da LDL e aumentam colesterol da HDL. SDG e seus metabólitos tem atividade antioxidante. Linhaça e óleo de linhaça não tem atividade antioxidante, exceto no que eles suprimem a produção de radicais de oxigênio em leucócitos. Óleo de linhaça/ALA têm efeitos variados em mediadores/marcadores inflamatórios com interleucina 1-beta, IL-2, IL-4, IL-6, IL-10, TNF-alfa, interferon gama, proteina C-reativa e amilóide A. Doses de ALA menores que 14g por dia ou mais reduzem mediadores inflamatórios. Oleo de linhaça diminui molécula 1 de adesao intracelular, e-selectina solúvel e fator estimulante de colônia de monocitos. Linhaça tem efeitos variáveis em IL-6, proteína C reativa de alta sensibilidade, molecula 1 de adesão vascular celular ou proteina quimioatrativa para monocitos. Linhaça tem uma pequena atividade hipotensora, porém óleo de linhaça não diminui pressão arterial. Entretanto, SDG é um agente hipotensor potente. Óleo de linhaça inibe agregação plaquetária e aumenta tempo de sangramento. Linhaça e FLC não tem efeitos no sistema hematopoiético. SDG é um potente antiangiogenico e antiapoptotico e pode ter um papel na cardioproteção em doença cardia ca isquemica. Em conclusão, linhaça, FLC e SDG, mas não óleo de linhaça, suprimem aterosclerose, e FLC e SDG retarda progressão de ateroscelrose mas não reverte a aterosclerose instalada. Óleo de linhaça inibe produção de radicais livres de oxigênio em celulas brancas do sangue, prolonga tempo de sangramento e em doses maiores, suprimem mediadores inflamatorios. No final das contas, há benefícios da linhaça em saúde humana. Consumir regularmente? eu consumiria a linhaça também por conter outros produtos na composição, como fibras. J Cardiovasc Pharmacol 2009;54:369–377.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ciência e Deus

Há uma suposição que a ciência nos afasta de Deus. Não acho que seja assim. Quanto mais eu estudo e mais me aprofundo no conhecimento das moléculas que movem a vida, mais eu acredito que existe não apenas uma grande força por trás disso tudo, mas uma imensa inteligência. Nos últimos meses eu venho estudando mais para me aprofundar e me preparar para 2010 quando começarei a minha pesquisa em câncer. Não é mais surpresa para mim entender mecanismos que imaginava complexos mas se mostram muito simples, na verdade a ciência me aproxima de Deus e me faz cada vez mais admirar ao Senhor. Não apenas a complexidade, mas a lógica e a criatividade são imensas. Já se perguntaram o que existe por trás do universo? Não do ponto de vista força maior, mas do ponto de vista inteligencia perfeita. Considero Deus a inteligencia perfeita. Para fazer o universo como ele é, para montar o quebra cabeças das moléculas na vida como ela é, bioquimicamente maravilhosa, imperfeitamente linda, perfeitamente complexa. É como um recordista universal de queda de dominós, sempre um mecanismo leva a outro, outro e a interligação se torna cada vez mais lógica e inteligível. Vejo Deus como uma força, mas mais como uma força, vejo Deus como uma inteligência perfeita. Criativa, lógica, matemática, intuitiva... onisciente. Por isso entender a bioquimica me aproxima de Deus, só assim posso entender como a vida é. Porém mais que isso, Deus é a inteligência por trás do universo. Que inteligência...

domingo, 22 de novembro de 2009

Proliferação celular

A proliferação celular parte da premissa que a célula necessita estimular a rota biossintética e produzir o que convencionamos chamar de esqueletos de carbono. São esqueletos de carbono os aminoácidos, os carboidratos (deoxiribose e ribose), ácidos graxos e outros. Quanto analisamos o metabolismo celular, entendemos que a rota glicolitica é uma rota que produz energia mas também produz esqueletos de carbono para a biossíntese. De forma interessante, a glicólise anaeróbia é a rota de maior produtividade de esqueletos de carbono, porém a glicólise aeróbia, que completa a anaeróbia também produz esqueletos de carbono. Um produzido pela via aeróbia é o alfa-ceto glutarato que dará origens a inumeros aminoácidos não essenciais para a formação de estruturas, mas também para a produção de substratos enzimáticos, o mais conhecido talvez seja a arginina. Claramente uma célula diferenciada usa preferencialmente a glicólise aeróbia em função de maior rendimento de energia, mas também em função da menor demanda de esqueleto de carbono. Uma célula altamente proliferativa se comporta de forma adversa, priorizando a via glicólise anaeróbia, produzindo menos ATP, mas produzindo mais esqueletos de carbono para biossíntese e proliferação. Esta via geralmente é estimula pelo TOR ou pelo Akt, estes estimulos fazem com que a célula priorize a via glicolise anaerobia produzindo mais esqueletos de carbono estimulando as enzimas no citoplasma da célula levando a estimulo da proliferação. Em atletas anerobios, o exercicio resistido é um mecanismo estimulado pela via TOR e glicolise anaerobia. As células neoplásicas se comportam de forma semelhante a celula proliferativa, gerando capacidade biossintética maior e isso explica sua capacidade de reprodução aumentada e seu alto grau de invasibilidade. Estudos hoje focam TOR para inibição da atividade glicolitica anaerobia na célula neoplásica, diminuindo sua capacidade biossintética. Ao mesmo tempo, a célula neoplásica, bem como a célula proliferativa, utilizam em menor grau a glicolise aerobia, produzindo menos radicais livres, pois estes são produzindos principalmente dentro da mitocondria quando a célula completa o ciclo oxidativo, daí células altamente proliferativas e cancerígenas parecem produzir menos radicais livres, este pode ser outro alvo interessante para tratamento. Imaginamos que uma célula que produz poucos radicais livres tem baixa atividade antioxidante em função da demanda normal, daí um estresse oxidativo brusco pode ser altamente benéfico nas células neoplásicas, mas também pode afetar de forma significativa as células proliferativas.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Atualizações

A leitura diária é por demais cativante. A dança de artigos cientificos em minha mente é como um caleidoscópio, envolvente. Novas idéias vão prosseguindo e novos projetos vão se brotando. No último grupo de estudos nós discutimos aqui em Campinas a enxaqueca. A enxaqueca é multifatorial, temos vários gatilhos desencadeantes, porém parece que os estudos levam a uma espoleta apenas, o peptideo relacionado ao gene calcitonina. Este gatilho é disparado por vários mecanismos que podem variar do estresse ao hormonio e acaba tendo um efeito na dilatação de artérias e na inflamação no SNC. Outro mecanismo que julgo diferenciado é o mecanismo mitocondrial. Estudos indicam que há enxaquecas que não respondem a nenhum dos medicamentos tradicionais, daí este tipo de enxaqueca parece responder a coenzimas mitocondriais, como a coenzima Q10 e a riboflavina. A próxima evolução de droga para enxaqueca será um bloqueador de peptideo relacionado ao gene da calcitonina, aguardem e vocês verão. Outros dados interessantes de atualização serão feitos no curso do dia 12, mas há uma clareza muito grande hoje sobre o papel da mitocondria no cancer, mais do que antes e também do perfil metabólico diferenciado da célula neoplásica e a célula normal. Isso me deixa muito feliz, cada vez mais feliz porque meu alvo no proximo ano é estudar um tratamento eficaz e quanto mais sabemos sobre a bioquimica e as diferenças, mais fácil é atingir o alvo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Alimentos e contaminantes

Olá, as vezes em minhas aulas eu recomendo acessar a ACSH, é um site interessante, segue o link para um texto que eles colocam todo ano sobre alimentos e contaminantes típicos do jantar de natal nos EUA.
http://www.acsh.org/publications/pubID.1743/pub_detail.asp

sábado, 31 de outubro de 2009

Serotonina e Glutamato

A serotonina e o glutamato são interrelacionados. Quando metabolizamos o triptofano, este pode ser metabolizado para produzir serotonina/melatonina. No caso da atividade da indoleamina dioxigenase e da triptofano dioxigenase, ambas metabolizam o triptofano e o 5-hidroxitriptofano para produzir derivados quinurenina ou quinolínico. O caminho é interessante, quando produzimos quinolinico o quinolinico estimula neurotransmissão glutamatérgica, daí o efeito acaba sendo de excitação. Quando produzimos serotonina a partir do triptofano, temos o efeito de diminuição da agressividade e ira. Aumento de glutamato temos aumento da agressividade e ira. Mas a ironia não para por aí, o glutamato é fonte de gaba, daí podemos ter um neurotransmissor inibitório produzido a partir de um neurotransmissor excitatório. Como direcionar? acho que no futuro nós agiremos principalmente no que podemos chamar sistema metabotrópico e não em receptores. Há alguns indícios por exemplo de inibição metabotropica de glutamato e diminuição de mania pela ação da N-acetilcisteína. No final das contas, o cérebro é ainda quele labirinto maravilhoso que nos surpreende a cada dia. Querem controlar a ira e a agressividade no indivíduo? omega-3, n-acetilcisteína, magnésio, glicina. Se quiser, aumente a produção de serotonina no cérebro usando o caminho triptofano/5-hidroxitriptofano.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Dieta

Sou farmacêutico e, como farmacêutico eu uso suplementos. Mas leio muitos artigos publicados sobre dietas e vou dar minha posição com referencia a suplementos e dietas. O ideal seria que nós apenas tivessemos os alimentos como fontes de nutrientes, todos, tanto calorias como vitaminas, minerais e fitoquimicos. Ocorre que não conseguimos isso, principalmente quando estamos com distúrbios metabólicos. Inumeros fatores interferem para que tenhamos uma dieta ideal, mas podemos ter uma dieta próxima ao ideal e complementar. Talvez tenhamos que mudar o conceito de suplemento para complemento. Eu defendo a idéia de que, no futuro, de posse de informações como nutrigenômica, farmacogenômica e composição de alimentos, no futuro todos tenhamos que complementar a dieta, uma dieta personalizada. Vamos ver um exemplo, eu sou hipertenso.. daí minha dieta deve ser uma dieta especial, rica em flavonóides, polifenóis, magnésio, potássio, vitamina D, vitamina K, omega-3. Para dizer o minimo. Mas a minha dieta protéica deve ter arginina ou bcaa para que eu faça arginina no meu corpo a partir do ceto-glutarato. Mas fibras solúveis também serão interessantes, fitoquímicos como alho, baixar colesterol ou mantê-lo sobre controle estrito, controle de peso com alimentos sacietogênicos, nunca devo ter insuficiência de ácido fólico. Bem, isso é parte da dieta que talvez deva ser complementada, talvez com ácido fólico, vitamina K, etc. Vejo em alguns casos uma descaracterização de valores. A dieta é mais importante que o suplemento (complemento), o suplemento deve apenas complementar a dieta e completar o procedimento. Dou aula sobre suplementos alimentares mas não defendo o uso destes isoladamente e indiscriminadamente, eles são ótimos quando associados a uma dieta ótima. Vejo também "receitas" de suplementos imensas... sou contra. Quem dá muita coisa não sabe o que faz.. eu sempre defendi que o tamanho da receita é inversamente proporcional a competência de quem prescreve. Lógico que há exceções, principalmente pacientes idosos com múltiplas doenças, mas vejo o mesmo com suplementos. Rogo a vocês, trabalhem a dieta do paciente, complemento com o suplemento. Só isso. Não façam do suplemento o alimento do indivíduo. Estudem os novos artigos sobre dietas, são excelentes, há estudos de dietas para inumeras patologias focando em compostos bioativos nos alimentos.

Glutamato

A neurotransmissão glutamatérgica em receptores tipo NMDA é uma neurotransmissão excitatória e as vezes associada a disturbios de comportamento em doenças neurológicas e psiquiátricas. A neurotransmissão glutamatérgica em excesso é associado a agressão, irritabilidade. Em algumas doenças é associada a neurodegeneração. Este tipo de neurotransmissão é uma neurotransmissão que abre canais de cálcio para propagar a despolarização. Entrada de cálcio por abertura de canais de glutamato. Bem, o cálcio pode ser parcialmente bloqueado por magnésio. Daí o magnésio pode mostrar efeitos ansioliticos por este mecanismo e isso é observado em estudos de suplementação de magnésio. Bem, outra forma é a glicina que é um coefetor. O receptor de glutamato tem dois coefetores, um é a d-serina e o outro é a glicina, só que a glicina tem um efeito menor, daí quando colocamos mais glicina o efeito acaba sendo inibitório. Os estudos clínicos mostram que realmente isso ocorre, a glicina tem efeito ansiolítico. Um modulador de canal de cálcio é o omega-3, isso foi estudado em função de dados mostrando que o uso de omega-3 era associado com uma prevalencia menor de homicidios na população, também um efeito no glutamato. Além disso o omega-3 também tem, pelo menos em animais, aumentado a produção de serotonina, que tem um efeito inibidor da agressividade, somando tudo o resultado são pacientes menos agressivos, menos ansiosos.

domingo, 25 de outubro de 2009

Esporte

Suplementar praticantes de esporte de alto rendimento, ou mesmo melhorar o desempenho de atletas iniciantes ou amadores não é complicado. Existem trabalhos científicos publicados validando o uso de carboidratos, proteínas, cafeína, bcaa, aminoácidos isolados outros, isotonicos e flavonóides nos praticantes de exercício. O ultimo trabalho interessante que li foi sobre a Quercetina, melhorando o desempenho no treino por atuar como anti-inflamatório e diminuir a lesão e dor. Outro dado interessante é associado a deficiencias nutricionais, aí a nutricionista é muito importante porque o atleta não pode ter deficiencia nutricional. Por exemplo, a deficiencia de vitamina D diminui a força e a deficiência de selênio também. Correções nutricionais para otimizar a dieta são fundamentais. Dia 28 farei curso de suplementos no esporte, a arrecadação será voltada para comprar cestas de alimentos. Se voce puder participar do curso e doar eu agradeço. Será em Campinas-SP.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Linha tênue

Bem, não sei se me tornarei repetitivo, mas insisto sempre em falar sobre a falsa segurança de alguns suplementos. A linha divisória entre um suplemento e um tóxico é quase tão estreita quanto a de um medicamento e um tóxico. Vamos começar com o selênio que quase todos acham que os pacientes precisam usar. Na verdade o solo é a real fonte de selênio para nosso corpo, por intermédio das plantas. Se vivemos numa área onde o solo é rico em selênio, teremos selênio em nosso corpo, talvez em excesso. Há muito os pesquisadores comentam que nos EUA onde o solo é o solo tido como o mais rico em selênio no planeta e na Tailândia onde o solo é o mais pobre, a prevalência de câncer de mama é semelhante. Há também os dados de selenio aumentando risco de câncer de pulmão, diminuindo de câncer de próstata, mas uma verdade é concreta. Deficiência de selênio causa hipotiroidismo e excesso de selênio causa hipotiroidismo. O ferro é outro bem conhecido, metal de transição, cataliza reação de Fenton e gera radical hidroxila a partir de peróxido de hidrogênio e então o ferro em excesso é altamente tóxico e associado a doença cardíaca e diabetes. A deficiência também é problemática, diminuição de atividade de enzimas oxidativas, baixa de metabolismo aeróbico, diminuição no nível de neurotransmissores. O cálcio é outro exemplo interessante, falta de cálcio dá sintomas semelhantes a depressão, por sua participação no metabolismo neuronal. Fraqueza muscular é também parte da deficiência de cálcio. O excesso de cálcio é preocupante em algumas populações, como por exemplo a mulher pós menopausa. O cálcio ionizado tende a depositar em sítios ectópicos, daí o excesso de cálcio em desequilíbrio com fatores calciotróficos leva a, por exemplo, calcificação de placas ateroscleróticas. Arginina em excesso como suplemento pode desencadear ataques mais frequentes de herpes labial. Triptofano em excesso ou em desequilíbrio pode aumentar a neurotransmissão glutamatérgica via formação de ácido quinolínico, ou o próprio glutamato, que por sí é um neurotransmissor, mas também é precursor de GABA. O organismo é complexo e lindo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Informação e Solidariedade

Olá, eu pessoalmente acredito em ajudar os outros. Por qual outro motivo escreveria neste blog informações que penso podem contribuir com cada um que lê meus escritos? Bem, todo ano faço um evento para arrecadar cestas de alimentos para a população do vale do Jequitinhonha em parceria com o Luiz Carlos, um contador que teve uma visão. Acredito também em visões. Desculpem ocupar este espaço para isso, mas estou divulgando o curso de suplementos em esporte a ser realizado no dia 28 de novembro de 2009, das 9 as 17 horas em Campinas. Falarei sobre Whey protein e outras proteinas, aminoácidos, minerais, carboidratos em atletas. Convido-os a participarem do curso ou a doarem cestas de alimentos para nosso projeto. Segue abaixo o programa, muito obrigado por contribuirem. Ah, antes que me esqueça, ajudem a divulgar.

Suplementos No Esporte


Objetivo – mostrar e comentar os trabalhos científicos associados a melhora de desempenho em atletas.


Programa
Proteína do soro do leite e outras proteínas
BCAA
Arginina, Ornitina, Glutamina
BetaAlanina
Maltodextrina, Dextrose, D-ribose.
Complexo B
Fitoquimicos (crisina, resveratrol, maca, etc).
Eletrólitos e água
Cafeína, Creatina e Carnitina.


Palestrante
Henry Okigami, farmacêutico, especialista em farmácia hospitalar, especialista em homeopatia, especialista em administração de serviços de saúde. Consultor em pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos na industria alimentícia e farmacêutica. Diretor de pesquisa e desenvolvimento da Biominerais. Consultor da Probiotica Labs. Consultor da Tsuru do Brasil. Diretor da Science Solution – Desenvolvimento em nanotecnologia e revestimento.

Data - 28 de novembro de 2009 das 9h às 17h em Campinas-SP.

Investimento – R$ 100,00 (cem reais). Depositar o valor de R$ 100,00 (cem reais) na conta poupança 00960-5/500 do Banco Itaú, Agencia 1370. e enviar fax do depósito com dados completos (nome, especialidade e e-mail) para o Telefone (019) 32780348 ou (019) 33056604 ou para o e-mail ancar.cont@terra.com.br

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

TOR

Bem, completando a postagem anterior, o metabolismo via glicolise anaeróbica é estimulado via estimulo de TOR e HIF. O estimulo destes sistemas leva a um aumento na expressão de enzimas associadas a este metabolismo que leva a uma geração de mais esqueletos de carbono para a replicação celular, lembrando que também via formação do cetoglutarato ao finalizar o ciclo do ácido tricarboxílico formaremos com o uso da transaminação via BCAA, glutamato, glutamina, citrulina, ornitina, arginina e prolina, bem como as bases purinas e pirimidinas. Tudo bem desenhado no corpo. Além disso, TOR também é um alvo para metabolismo proteico, leucina e insulina estimulam TOR e daí temos também um envolvimento de TOR no metabolismo e consequentemente ganho de massa muscular. Por outro lado, o aumento na glicolise anaeróbica levará a maior formação de lactato, que será exportado da célula para o meio externo, alcalinizando a área peri-celular da célula sob este tipo de metabolismo, isso pode interferir com a matriz extracelular, que por si só inibe a replicação de células, tornando mais fácil a replicação destas células. O metabolismo é algo lindo de se estudar, cada vez eu me fascino mais e mais com o que leio e descubro. Inibir TOR, inibir HIF mudarão o perfil de metabolismo das células neoplásicas e talvez seja um caminho para tratar cancer.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Cancer e glicose

A glicose é geralmente o substrato metabólico mais utilizado por nossas células e sofre glicólise no citoplasma e na mitocôndria fornecendo energia e carbono para o metabolismo anabolizante requeridos para a manutenção, desenvolvimento e reprodução celular. Glicólise no citoplasma oxida até duas moléculas de piruvato fornecendo duas moléculas de ATP e NADH por mol de glicose consumidos. Imaginem vocês que este metabolismo, a glicólise anaeróbica, além de fornecer ATP e NADH, fornece também carbono para o metabolismo anabolizante, estes carbonos são utilizados no metabolismo da célula para direcionar o crescimento e proliferação do tecido ou simplesmente para manter as funções celulares. O piruvato pode ser utilizado pela mitocôndria fechando o metabolismo aeróbico ou simplesmente sofrer ação da desidrogenase lática e fornecer o lactato, que também pode ser usado na mitocôndria ou pode simplesmente ser exportado, quando em excesso para fora da célula. O cérebro usa preferencialmente o lactato no metabolismo, pelo menos segundo artigos publicados. Bem, no ambiente normal, como oxigênio, o piruvato vai até a mitocôndria e termina o ciclo do ácido tricarboxílico, formando gás carbônico e mais ATP e NADH. Esta oxidação gera elétrons e metabolismo oxidativo, via transporte mitocondrial, os elétrons são exportados da mitocôndria para citoplasma, este metabolismo gera mais energia e também mais radicais livres e demanda mais antioxidantes, porém este metabolismo aproveita melhor o esqueleto de carbono da glicose e não gera tantos esqueletos de carbono como a glicólise anaeróbica para gerar crescimento e replicação celular. Os metabólitos que sã ogerados na glicolise anaeróbica são importantes para construção do esqueleto de carbono de moléculas importantes para a produção celular, além disso, o ciclo da pentose geral ribose necessária para síntese de ácidos nucleicos e também NADH para reduzir reações oxidativas. O ciclo do ácido tricarboxílico també participa no anabolismo, fornecendo metabolitos como o oxalacetato e alfa-cetoglutarato. Lembrem que podemos produzir aspartato a partir do oxalacetato (lembram da TGO?) e também podemos gerar a partir do alfa-cetoglutarato (usando BCAAs) glutamato, glutamina, citrulina, ornitina, arginina e prolina, e a partir destes purinas e pirimidinas. Os ciclos de formação de energia são também ciclos de produção de tijolos básicos para o metabolismo do esqueleto de carbono para anabolismo do tecido. EStudos tem indicado que as células neoplásicas e as células em tecidos em desenvolvimento tem um ciclo de metabolismo diferenciado. Particularmente as células neoplásicas tem uma alteração metabólica, induzida por TOR e HIF que levam o metabolismo celular, estimulando enzimas citoplasmáticas a preferencialmente consumir a glicose via glicólise anaerobica, gerando lactato, podendo ser de 30 a 40 vezes maior que no tecido periférico não maligno. O metabolismo alterado leva a célula neoplásica a ter um processo anabolizante mais acelerado, visto que este processo leva a uma produção maior de tijolos básicos para o esqueleto de carbono das células, além de fornecer menos energia, o que leva a célula neoplásica a uma adaptação metabólica, captando mais glicose (há dados que mostram presença de receptores GLUT1) e somando a avidez por carboidratos e o estimulo do metabolismo construtivo no esqueleto de carbono, temos uma replicação celular com uma demanda aumentada suprida por alterações metabólicas associadas a TOR E HIF. Em tempo, a célula neoplásica com estas características tem uma taxa menor de formação de radicais livres porque o metabolismo mitocondrial está diminuido. HIF e TOR são alvos de tratamentos anti-cancer que estão sendo pesquisados atualmente.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Blogar

Olá, meu blog foi contaminado, não sei porque foi considerado que é um blog spam. Solicitei desbloqueio, acho que é o acesso a aula, pensava hoje em deixar aqui a noticia que postarei minhas aulas nos congressos da semana passada, 7 no total, mas não sei como farei. Vou avaliar, solicitei desbloqueio, vou esperar. Enquanto isso montarei minhas aulas.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Qual a sua idade?

Olá, esta semana farei 8 palestras ao todo em três eventos. Um evento é o congresso de nutrição funcional, acho que encontrarei muitos de vocês lá. Bem, estou lendo muito ultimamente sobre um marcador interessante de envelhecimento, grosseiramente poderia falar como tamanho dos telomeros, medidos em leucócitos. Estudos tem se voltado para este tipo de medição. Realmente acho bastante interessante este fato. Há muito se tenta avaliar a idade bioquimica das pessoas, há até uns cálculos malucos que envolvem dados bioquimicos, valores de exames laboratoriais, etc. Não sou contra. Apenas hoje parece que se sedimentará um novo sistema para avaliar idade biológica. Comprimento de telomeros. Na verdade o comprimento de telomeros pode avaliar não o tempo de vida, mas a qualidade de vida, e mais, pode avaliar a perspectiva de vida no futuro. A evolução da biologia molecular nos dará uma identidade molecular, esta identidade molecular será usada no futuro para identificar sua idade e sua perspectiva de vida, bem como também poderá indicar a eficácia de intervenções anti-envelhecimento. Talvez num futuro próximo antes de iniciar um relacionamento voce deva perguntar não qual a sua idade, mas qual o tamanho do seu telomero. Telomeros maiores podem ser sinal de hábitos de vida saudáveis somados a idade jovem, e associando a isso, perspectiva de qualidade de vida futura. Além disso, também poderemos pedir, ao invés de um curriculum sua avaliação de polimorfismo, que indicaria riscos de doenças associadas a genes. Mas isso não é tudo. Hoje li um artigo legal sobre comprimento de telomeros e poluição. A ingestão de tolueno e benzeno via respiratória devido a emissão de gases por queima de combustível fóssil é associado a telomeros menores. Também vi um artigo legal sobre uso de antioxidantes, vitaminas e minerais a telomeros maiores em mulheres pós-menopausa. O futuro está chegando mais perto...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Selênio

Estou ficando velho... na verdade esta é uma constatação diária. Mais do que diária, a cada hora, a cada minuto ou a cada segundo. Mas esta afirmação... ou dúvida, não é por conta do tempo, é por conta da memória. Não me lembro se escrevi sobre selênio. Mas se escrevi me perdoem, se não, ok. Selênio se chama selênio em homenagem a Selene, a deusa da lua, isto se deve ao fato de que, quando descoberto, o selênio apresentava uma cor que lembrava a lua cheia. Sais de selênio podem ser levemente amarelados/dourados ou até mesmo vermelhos intensos. O descobridor associou o selênio a cor da lua cheia, por isso o seu nome. O selênio na tabela periódica está na turma do oxigênio, junto com enxofre e outros. Isso dá uma idéia da sua posição. Quanto mais leio sobre selênio mais me intrigo sobre o selênio. A sua distribuição nos alimentos depende exclusivamente da interação do solo e a planta ou o animal que vive na região, mas depende também da concentração original de enxofre na planta ou animal. Selênio ocupa a posição do enxofre nos aminoácidos sulfurados, originando selenocisteína, selenometionina e daí selenoproteinas. Então eu sempre defendo a idéia de que, se o solo é rico em selênio, a planta terá selênio, caso contrário não. Esta afirmação vem de estudos mostrando que a concentração de selênio na castanha do pará varia de 0.2 a 5.0 mg/100g dependendo da origem. Bem, isso vai mais além, vejo médicos e nutricionistas recomendando ingerir castanha do pará (na verdade do Brasil) como fonte de selênio, isso pode ser bom ou ruim, dependendo da região originária do produto. Mas o fato não é apenas este. O selênio é um elemento essencial mas tóxico e ao meu ver tem a janela bastante estreita, a toxicidade anda bem junto a essencialidade. Estudos mostram que quando se ingere pouco selênio há hipotiroidismo, o mesmo ocorre quando se ingere muito selênio... Quanto? muito segundo um estudo que eu li em humanos é 250mcg a mais por dia. Também há estudos que o consumo de selênio diminui a prevalência total de câncer, principalmente próstata, mas aumenta de pulmão. Há outros dados preocupantes, estudos em adultos americanos mostra que a prevalência de diabetes tipo 2 aumenta com o aumento do consumo de selênio. Faca de dois gumes. Hipotiroidismo, câncer de pulmão e diabetes tipo 2 são riscos de elevado consumo de selênio. Estudos avaliando presença de selênio em castanha do Brasil mostram que algumas castanhas podem conter até 400mcg de selênio cada uma, o que por si gera uma dose altíssima se comparado a DRI de selênio. No final das contas, não devemos preocupar só com o selênio, os estudos com cálcio, ferro, zinco, cobre, cromo e selênio são preocupantes quando ingerimos uma quantidade muito alta ou uma boa quantidade todo o dia, há indícios também envolvendo potássio. Equilíbrio é a saída. Como obter? Não faço a menor idéia.

sábado, 12 de setembro de 2009

Metais pesados - Aula de Manaus

Agora vai, a aula de Manaus está neste endereço.

http://www.mediafire.com/file/nzyezz3mzny/MetalManaus.wmv

Molibdênio e tungstênio

Estou blogando com menos frequencia, o trabalho tá tomando muito tempo e confesso a vocês, há um pouco de preguiça influenciando. Acho que estou chegando ao meu limite de estresse, ainda há alguns probleminhas adicionais, mas nada que não se resolva com relativa facilidade e passar do tempo. Bem, a essencialidade de um elemento pressupõe algumas regras, as mais importantes são: 1 - a ausência do elemento causa alteração de funcionamento do tecido podendo causar anormalidades anatômicas. 2 - a reposição deste elemento corrige as anormalidades desenvolvidas. 3 - o elemento não pode ser substituído por outro. Estas três regras são as que eu vejo como principais. Bem, ela não é totalmente obedecida pela bioquimica, vejam por exemplo enxofre e selenio, em algumas reações químicas ambos podem se substituir, lógico que há déficit de produtividade na reação, mas pode ocorrer. Outro fato é o magnésio e o manganês, há alguns passos bioquimicos onde eles podem se substituir, ainda levando a problemas. Ainda há a vitamina B3, que teoricamente é uma vitamina essencial, mas o nosso corpo produz a partir do triptofano (60 para 1), tornando ela não tão essencial assim, porém ainda não exclui a necessidade de ingestão da vitamina B3 na dieta. Há um exemplo muito mais interessante... molibdênio, essencial para o cofator molibdênio pode ser substituído em todas suas reações pelo tungstênio, ou seja, há deficiencia nas enzimas que usam o fator molibdênio quando há falta de molibdênio e tungstênio.A essencialidade é relativa em alguns casos, assim como a produção endógena é relativa em muitos casos.

domingo, 6 de setembro de 2009

Cálcio e Cálculos Renais

Ontem no curso de ortomolecular que estou fazendo em SP montei com os alunos uma formula de suplemento de cálcio. Os problemas do cálcio tem a ver com a quantidade, excesso de cálcio pode levar a depósito em tecido mole, como artérias. Depende de vitamina K e vitamina D para que haja uma eficácia maior para depósito no osso. Bem, o tema não é esse. Sabemos que formadores de cálculo renal teriam risco aumentado quando usam suplementos de cálcio. Separamos normalmente os com cálculo de oxalato naqueles que tem acidose renal e são individuos que formam oxalato no corpo ou que ingerem oxalato na dieta. Ambos poderão formar cálculos de oxalato de cálcio. Bem, o que se faz hoje é induzir uma alcalinização da urina para inibir a reabsorção tubular renal de oxalato e diminuir a excreção urinária de cálcio, retendo ao máximo para depositar no osso. Sabemos que o citrato induz a citratúria e alcaliniza a urina. Sabemos que o potássio inibe a excreção urinária de cálcio e sabemos que o magnésio melhora resistencia óssea e diminui a produção endógena de oxalato, o que é válido também para a piridoxina. Associação de piridoxina com citratos e magnésio são usados para prevenir recorrencia de cálculos de oxalato. Então seria logico e interessante em formadores de cálculo usarmos cálcio, potássio e magnésio na forma de citrato, associar a fórmula piridoxina, vitamina K e vitamina D. Taí uma fórmula segura para osteoporose em formadores de cálculos de oxalato de cálcio. Dose? forneci no curso de ortomolecular e em respeito aos alunos lá presentes não comentarei aqui, mas qualquer profissional capaz conseguirá montar as doses a partir de busca em literatura.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Dia da Nutricionista

Sei que muitas nutricionistas frequentam este blog, nada mais justo que homenageá-las no seu dia. Eu acredito que a importância da nutricionista em nossa vida vai aumentar cada vez mais e mais. Felizes de vocês que estão abraçando uma profissão de grande futuro. Parabéns a vocês nutricionistas pelo seu dia. Bjs

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Racionais... nem tanto

Eu sempre brinco em minhas aulas sobre o comportamento humano. O que me trouxe para este tema hoje foi um estudo da Universidade de Maryland mostrando que numa espécie de pássaros, a fêmea é atraída pela inteligência do macho. Geralmente em animais o diferencial é o poder, força, domínio. Em animais que vivem em bandos isso é típico, o macho dominador (mais forte) passa seu DNA para a prole. O diferencial de animais que vivem em casais pode ser diferente, pode ser outra a necessidade da reprodução, não especificamente a força e sim a capacidade de sobrevivencia, que nem sempre está associado a força em si. Peguem nós, humanos. Vivemos em sociedade mas convivemos em forma de casais. Qual é o diferencial da vida humana? Inteligência? Beleza? Força?. Bem voltando as minhas aulas, o homem é atraído a primeira instância pela mulher pelo aspecto reprodutivo. Quadris largos, mamas desenvolvidas são analisados para avaliar capacidade reprodutiva, o DNA masculino sobrepõe a racionalidade e leva o homem a ser atraído primeiro pela mulher que tem um quadril apropriado para circundar e proteger o útero onde ele depositará sua descendência. A mama igualmente desenvolvida para alimentar sua descendência, mas esta é a primeira análise e não a análise definitiva. Depois de um período de convivência, até mesmo após o período reprodutivo, este interesse não será mais o mesmo, daí primordial para a convivência será o companheirismo e inteligência. O mesmo acredito que ocorra com as mulheres, são atraídas pelo que podemos chamar de macho alfa, o que se sobressai, forte, musculoso, atraente. Mas também cai no mesmo círculo do homem, após um tempo estas características perdem seu valor, mesmo porque regridem consideravelmente com o tempo e daí fica a necessidade do companheirismo e da inteligência. O pássaro é o exemplo da evolução da reprodução das espécies. No futuro o sexo feminino será atraído pelo sexo masculino por diferenciais alternativos ou evoluídos, acredito que serão a inteligência e a capacidade de sobreviver na sociedade selvagem capitalista... capacidade financeira. Capacidade financeira será definida cada vez mais por inteligência, diferentes tipos de inteligência, todas relacionadas ao sucesso financeiro. O mesmo ocorrerá com o sexo masculino em relação ao feminino, seremos atraídos por mulheres inteligentes e capazes de vencer na sociedade capitalista selvagem. Presumiremos como espécie que juntando elementos diferenciados faríamos uma prole diferenciada pela inteligência. Parece uma análise fria demais para os corações mais românticos, mas não é. Mesmo uma mulher moderna cede aos encantos do romantismo e da atenção, e isso também é uma forma de inteligência. Talvez este texto devesse estar no meu outro blog (escritos aleatórios), porém a inteligência e o comportamento são reflexos de nossa bioquímica. O macho alfa, musculoso, forte, dominante é pura testosterona. A mulher de quadril largo, mamas grandes também é puro estradiol e progesterona no desenvolvimento. O macho alfa é agressivo e isso é testosterona. Mesmo a escolha feminina sobre o macho e a masculina sobre a fêmea terão seus padrões mudados gradativamente. O macho alfa não será um companheiro para convivência, ele foi desenhado para tempos onde prevalecia a força, hoje quem prevalece é a inteligência, que não é caracteristica do macho alfa. Há também o fato de que os machos alfas são agressivos e a agressividade não será a caracteristica dominante na sociedade futura, a caracteristica dominante será a sociabilidade. Voltando ao tema hormônios, hoje fazemos nossas escolhas de forma inconsciente baseado na força dos hormônios sobre nossos neurônios e isso sempre existirá, mas perderá poder para a inteligência novamente. Quem lê este texto hoje eu pergunto... vocês escolheriam um companheiro(a) para conviver ou para reproduzir? ou ambos? A escolha é óbvia, numa sociedade onde ainda o casal é a célula básica inicializadora da família, a convivência será priorizada pela escolha do companheiro levando em consideração a inteligência e a sociabilidade. Quando digo sociabilidade quero dizer capacidade de convivência, tanto em grupo quanto em casal, e aí eu evoco um pouco do que posso chamar de maleabilidade hormonal. Caracteristica da mulher ser mais maleável que o homem, a capacidade de ser mais maleável é mais típica do estrogenio que da testosterona, logo o homem terá que se feminilizar um tanto. Ser um pouco mais feminino mas sem perder a masculinidade. Mas não por efeito hormonal, por efeito da inteligência.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Arginina

A arginina não é um aminoácido essencial. Pelo menos consta que o corpo produz a arginina a partir do cetoglutarato, passando pelo glutamato, glutamina e citrulina e ornitina. Daí chegamos a arginina. Bem, a arginina tem papel importante no organismo, o mais importante é ser fonte de óxido nitrico (minha opinião). Sofre ação da óxido nitrico sintetase (NOS) que pode ser constitutiva ou indutível e produz NO que além de ser o fator de relaxamento do endotélio é um neurotransmissor importante em várias funções. Estudos deste ano tem demonstrado a aplicabilidade da arginina em várias áreas. Há mais ou menos 7 anos, as revistas da American Heart Association começaram a publicar artigos usando arginina EV, VO em vários casos, sendo o mais interessante em angina e... surpresa!! arginina melhorou dor anginosa. Mas o magnésio também, taurina também, l-carnitina também... Bem, mas voltando a arginina. Esta estimula a imunidade celular, provoca liberação de hormonio de crescimento e insulina, estudos usando o octreotide mostraram que a liberação de hormonio de crescimento é via insulina, isso explicaria porque a liberação de hormonio de crescimento é parcialmente cegada pelo uso de arginina mais exercício... Estudos indicam que a arginina é um anabolizante para fibroblastos e miócitos, daí estudos em pele mostram benefício no tratamento tópico de rugas. Mais além, estudos mostram que o efeito de drogas antihipertensivas é melhorada com o aporte de arginina e não só isso, o tempo de efeito mantido é maior. Recentemente saiu um artigo de arginina e sinvastatina, sendo que a arginina adicionada a sinvastatina mostrou efeito antihiperlipemiante, diminuindo triglicerídeos e protegendo o fígado inibindo o aumento nas enzimas hepáticas. Hoje recebi um artigo mostrando que a arginina diminui resistencia periférica a insulina e melhora função endotelial nos pacientes pós cirurgia bypass cardíaco. Tá tudo mudando, estudos sendo publicados, informações chovendo aos montes. Atualizem-se pois só assim farão a diferença.

domingo, 9 de agosto de 2009

Bariátricos

Pacientes bariátricos em sua grande maioria acabam por ter deficiencia de nutrientes. Esta deficiência estende-se desde minerais, oligoelementos, vitaminas do complexo B e agora vitamina A. Conhecidamente, a suplementação de algumas vitaminas devem ter como opção a forma injetável como ataque, como por exemplo a tiamina e a vitamina B12. Fui questionado quanto a suplementação adequada ao bariátrico. Vitaminas a opção seriam doses elevadas, como a tiamina, usamos em torno de 100mg ao dia. Vitamina B12 a via bucal seria uma boa opção. Minerais e oligoelementos são mais dificeis. O grande erro que vejo nas formulas é o uso de minerais e oligoelementos na forma inorganica de baixa solubilidade em pH não ácido. Peguem por exemplo o cálcio, óxido, carbonato, cálcio de ostra e o fosfato não são boas fontes, simplesmente porque no intestino o cálcio deverá estar na forma ionizada para sofrer permeação paracelular. O magnésio é o mesmo caso, estendo este caso para os outros, zinco, ferro, cromo etc. A idéia básica é trabalhar com formas soluveis em pH 4-6 para que eles possam ser absorvidos. Imagino que não se pensa muito nisso, imagino que simplesmente se administra os produtos e pronto, mas o paciente bariátrico é um paciente com uma síndrome disabosortiva sui generis. Deve ser analisado o tipo de cirurgia e o grau de mudança no sistema gastrointestinal.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Vitamina K

Olá, postei uma aula sobre vitamina K, parecida com a aula que ministrei no congresso de prática ortomolecular. O arquivo é grande, mas tentem baixar e ler.
http://cid-b61a3d135f0b0ef1.skydrive.live.com/browse.aspx/.Public?uc=1

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Radicais Livres

Neste final de semana ministrei curso sobre radicais livres em São Paulo, primeira parte do curso de ortomolecular, 5 módulos. Bem, radicais livres são moléculas ou átomos com um elétron não pareado na última camada, isso resulta em moléculas altamente reativas. Para se ter uma idéia, o radical livre hidroxil, uma hidroxila sem carga negativa, tem a vida de um bilionésimo de segundo. Considerada a molécula mais reativa do universo, este radical livre, gerado ao lado de uma molécula qualquer, reagirá com esta molécula. O superóxido, outro radical livre, é considerado ter a vida de um milionésimo de segundo. Gerados ao lado de um DNA, oxidarão o DNA. Gerados ao lado de uma proteína, oxidarão a proteína. Gerados ao lado de um lipídio insaturado, oxidarão o lipídio. Este é o problema. Gerados aos milhões, milhões de reações que deverão ser reparadas pelo organismo. Antioxidantes são substancias que inibem a oxidação de moléculas biológicas importantes com um conceito muito simples... oxidam primeiro. Tocoferol protege os lipídios da membrana oxidando. A diferença é que o tocoferol tem um sistema de recuperação (ou redução), ou seja, a glutationa e a vitamina C reduzem o tocoferoxil (nome do tocoferol oxidado), transformando-o em tocoferol. Mas a vitamina C se oxida, daí a glutationa e o NADPH reduzem a glutationa oxidada para glutationa reduzida. A glutationa oxidada é reduzida pelo NADPH, que é reduzido no ciclo do ácido tricarboxílico. Fim. A grande diferença é que o antioxidante em geral é oxidado e, após oxidado é reduzido se for uma molécula endógena que tenha um mecanismo fisiológico de redução, ou eliminado ou forma um produto neutro se for uma molécula exógena. Dai não há lesão as biomoléculas. Um sistema de proteção dinâmico. Então radicais livres e antioxidantes devem ser considerados no seu dinamismo de reação. Administrar um antioxidante sem considerar o dinamismo da recuperação é um erro. Há outros antioxidantes, como polifenóis, ácido lipóico, FADH2, etc. Todos devem ser considerados ao usar o sistema antioxidante. Além disso, antioxidantes devem mirar órgãos ou mecanismos de geração de radicais livres. Um mecanismo mirado é a reação de Fenton, que gera radical livre hidroxil a partir do peróxido de hidrogênio resultante da dismutação do superóxido pela enzima superóxido dismutase. O ferro é o catalisador da reação, logo diminuir ferro livre no sítio de geração de peróxido de hidrogênio é um alvo interessante. Outro alvo pode ser a geração do oxigênio singlet, que é gerado pela ação de radiação ionizante, por exemplo a radiação ultravioleta na pele. O betacaroteno é ótimo para esta finalidade. Outro dado, radicais livres são essenciais a vida. Antioxidar não é o caminho, o caminho é controlar o excesso produzido. Quem sabe fazer isso? Tentei ensinar isso no curso de ortomolecular, acho que consegui, mas estudar e ler sempre é a grande saída.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Publicações

Após um tempo de ausência volto para comentar alguns artigos. De trás para frente, o ultimo artigo que li foi interessante e reforça o uso de antioxidantes em melasma. Procianidinas do Pinus pinaster, associado a vitamina C e E e betacaroteno demonstrou em estudo publicado no Journal of Experimental Dermatology, melhorar melasma diminuindo pigmentação da pele. Já não é o único trabalho, há trabalhos com o mesmo extrato e com chá verde. Por sinal, com o chá verde teve um artigo publicado mostrando proteção contra radiação ultravioleta quando aplicado topicamente. Outros artigos interessantes tem a ver com o que se designa hoje de lipotoxicidade. O consumo de ácidos graxos trans são bem conhecidos quanto a seu maleficio a saúde, porém os saturados em geral também demonstram este efeito, que podem ser contrapostos por monoinsaturados e poliinsaturados. A tempo, poliinsaturados devem ser analisados quanto o tipo do omega-3 ou 6. Diminuir saturados, aumentar monoinsaturados, diminuir ácido linoleico e aumentar omega-3 parece ser um bom procedimento geral.
Outro artigo é sobre fibrose hepática por hepatite C, publicado no Clinical Liver Disease, mostrando substancias que inibem fibrose, o interessante é a presença de um flavonóide muito conhecido, a quercetina. Dados são cada vez mais interessantes. Outro artigo legal foi um artigo publicado na revista Helicobacter. O estudo associou a terapia antimicrobiana com antioxidantes (C e E) em comparação a apenas terapia antimicrobiana. O resultado é interessante, enquanto a terapia comum deu mais ou menos 60% de erradicação, quando acrescentamos vitaminas a erradicação cresce para 90%. Mas não é o primeiro, há outro associando quelantes de ferro (lactoferrina) melhorando a eficácia da terapia antimicrobiana, acredito que outros quelantes também faça o mesmo, como polifenóis. Num proximo momento voces verão comentários ou terão contatos com artigos com polifenóis, probioticos e vitaminas E e C para aumentar eficácia de terapia antimicrobiana, é só esperar para ver.

domingo, 12 de julho de 2009

Home Page

Olá, estou lançando a minha home page. Na verdade ela está em fase de teste porém voces podem acessá-la no endereço www.sciencehealth.com.br, A home page fornecerá artigos gratuitos para quem quiser baixar, um artigo a cada 24 horas. Há outras áreas de acesso, porém estes estão em desenvolvimento. Cadastrem-se, em breve o meu blog migrará para a home page. Espero que aproveitem. Lembrem-se, chequem suas fontes, não confiem cegamente em informações repassadas, chequem as mesmas. E mais, estudem por artigo cientifico, é a única forma de crescerem.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Pré e Pró

Fibras prebioticas tem sido estudadas cada vez mais e mais. Dados indicam que as fibras prebioticas tem aplicação em controle de peso, na verdade os últimos trabalhos são bastante contundentes quanto ao consumo de fibras e perda de peso, mesmo fibras isoladas, segundo os estudo tem a ver com GLP-1. Outros dados estão relacionados a fibras prebioticas e imunoestimulação, efeito bifidogenico na flora e também auxilio no controle de colesterol. Há outros estudos em andamento, o mais interessante associa diferentes fibras a produção de resultados de fermentação diferentes, ou seja, ácidos de cadeia curta são originários da ação de bactérias probióticas em fibras prebioticas e o tipo de fibra e o tipo de bactéria direcionarão a produção de diferentes ácidos. O alvo na minha opinião é sempre o ácido butirico, não apenas por seu efeito no pH intestinal, mas também porque estudos tem demonstrado que o ácido butirico per si tem efeito anti-inflamatorio. Estudos publicados associando ácido butirico e sulfasalazina mostram que há um efeito sinérgico e benéfico ao paciente. O mesmo quanto a probióticos, cepas diferentes tem mostrado efeitos diferentes. Um dado foi publicado este ano, o L. acidophillus é a cepa de escolha para efeito na pele e alergia, sendo que outras cepas parecem não ter efeito tão bom assim. Uma dúvida que sempre encontro em eventos é o horário de administração de probioticos. O que mata o probiotico é o ácido clorídrico e os ácidos biliares. Proteger os lacttobacilli destes agressores pode ser interessante. A pergunta é, quando? Eu respondo baseado em medicamentos lábeis ao pH, nós sempre administramos as refeições de preferencia com uma dieta rica em vegetais e pobre em gordura. Ouço que falam por aí que tem que ser em jejum, mas há artigos mostrando que o melhor momento é as refeições. Peguem uma droga como a garra do diabo. O harpagosídeo é destruido no pH do estomago, a administração é em jejum. O bolo alimentar protege o probiotico da agressão direta. Outro dado, quanto menos rica em lipidios e proteinas a dieta quando administrado probiotico, melhor. Menos CCK será liberada e menos ácidos biliares serão secretados. E cepas, variedade de cepas é sempre importante, a não que tenhamos na mira um efeito especifico.

domingo, 28 de junho de 2009

Intestino e aminoácidos

Há algumas semanas atrás a revista Aminoacids publicou um artigo interessante fazendo uma ligação com referencia a aminoácidos e saúde gastrointestinal. Ao contrário do que todos pensam, o aminoácido importante para síntese de matriz extracelular e consequentemente o aumento de função barreira, bem como o aminoácido importante para síntese proteica não é a glutamina... é a arginina. Estudos indicam que a arginina estimula diretamente o mtor (mammalian target of rapamycin) e que este estimulo leva a síntese proteica. Como uma orquestra afinada, a glutamina é usada diretamente no ciclo da pentose tornando-se uma fonte de energia para o enterócito. Daí temos a síntese proteica pela arginina e a energia pela glutamina. Vou mais além, o intestino usa a leucina para transformar o glutamato e ceto-glutarato em glutamina. Ou seja, leucina acaba sendo importante para a função intestinal e também para o fígado (já escrevi sobre este tema aqui), mas o glutamato também é importante para o fígado, participa na formação da glutationa, que é detoxificante hepático e corporal com relação a radicais livres, xenobióticos nucleofílicos e metais tóxicos. Imaginem, cetoglutarato precisa de leucina para formar glutamato. Glutamato precisa de leucina para formar glutamina. Glutamina origina citrulina, ornitina e arginina. Ornitina dá origem a poliaminas e a pirrolidone-5-carboxilato e posteriormente a prolina. Prolina é um aminoácido limitante na síntese de proteinas com ramificações, como o colágeno da matriz. Junte tudo num caldo. Glutamina é importante, arginina é importante e leucina também. Leve isso ao sistema gastrointestinal como um todo. Glutamina, arginina, leucina e n-acetilcisteína. Todos terão uma função importante no sistema, estimulando a síntese de proteína, formando prolina, estimulando colágeno, melhorando a função barreira da matriz intercelular intestinal. Enterócito usa glutamina para produção de energia porque precisa produzir energia para síntese proteica estimulada pela arginina. Prolina originária da glutamina é substrato para produção de colágeno. N-acetilcisteína fornece cisteína de boa disponibilidade para formação de glutationa, glutationa atua como detoxificante hepático. Uma boa pedida, arginina, glutamina, leucina e n-acetilcisteína.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ecos da Health Ingredients

Fui dar aula na Health Ingredients na terça feira. Fui lá falar pela Mastersense sobre omega-3, lançaram um omega em pó, padronizado em DHA e EPA. Bem, este foi o ponto da minha aula. Bem, mas foi interessante, vi fornecedores de inúmeros produtos que, teoricamente seriam acrescentados em alimentos para beneficios a saúde. Nem todos serão aprovados, mas alguns são bastante úteis. Vi um extrato de Trigonella fenugreek padronizado em hidroxileucina, a hidroxileucina será um grande produto no futuro, os estudos mostram melhora do efeito da insulina, é o efeito da Trigonella, usada em diabetes na india. Vi também um extrato padronizado em floridzina, da maçã. Este flavonóide inibe a alfa-amilase e estimula a secreção de glicose na urina, um efeito dual no diabetes melitus, seria um ótimo sinérgico para o tratamento tradicional ou mesmo suplementos, como o cromo. Também me chamou a atenção um produto que é um peptidio numa sequenca prolina-prolina-isoleucina. Toda sequencia peptidica prolina-prolina mais um aminoácido ramificado tem efeito inibidor da enzima conversora de angiotensina, e assim é com este peptidio, não sei se liberarão o produto, mas é um produto bom para o mercado. Aliás, foi publicado um estudo há umas tres semanas mostrando que o consumo de leite fermentado tinha efeito benéfico na hipertensão arterial. Vários lançamentos interessantes. Mas o ponto que eu foquei foi o omega-3, a tendencia hoje é aumentar a ingestão de omega-3 na população, porém botar todo mundo para ingerir cápsulas é uma discrepancia. Então ocorre que as industrias estão pensando em por omega-3 em tudo, daí nós podemos por exemplo, com este produto inovador, acrescentar omega-3 (EPA + DHA) num suco, numa geléia, num biscoito, bolo, leite, etc. Assim ao consumirmos os alimentos do dia a dia, ingeriríamos os produtos meio que sabendo mas não percebendo.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pele, nutricosméticos, cosmecêuticos

Esta semana saiu a revista Cosmetics & Toiletries onde eu participo de um tema sobre nutricosméticos. O termo é obvio, podemos abranger este de duas formas. Cosméticos que nutrem, fornecendo elementos essenciais a função da pele, promovendo mudanças bioquimico/fisiologicas que trazem benefício cosmético a pele. Ou suplementos que ingeridos, também promovem mudanças que trazem beneficio cosmético a pele. A idéia central é que, nutrientes fornecidos de forma adequada tem benefício a pele. Isso é publicado de tempos em tempos pela literatura nas mais variadas revistas. É histórico. O primeiro trabalho que li foi da década de 1970-1980, não me lembro com certeza, na mesma revista Cosmetic & Toiletries em lingua inglesa, uma associação de gelatina + glicina e seu beneficio em rugas. Este foi o primeiro trabalho que eu li, não sei se o primeiro publicado. Continuei acompanhando trabalhos e de tempos em tempos eu me deparava com trabalhos sobre colágeno hidrolisado e beneficio a pele (até hoje não está definitivamente comprovado o modo de ação), óleos essenciais, vitaminas (com relação a proteção solar e ultravioleta), minerais (zinco, selenio e silício). Aminoácidos sulfurados também tem papel importante na formação das proteínas fibrosas, a queratina especificamente. De alguns anos para cá são publicados artigos sobre beneficio de suplementos e até extratos vegetais e pele, a saber: silício na forma de ácido ortossilício tem demonstrado melhorar a produção de matriz extracelular e também de proteínas fibrosas, melhorando cabelo, unha e pele. Colágeno hidrolisado tem demonstrado beneficio na produção de matriz também, hidratação da pele e consequentemente rugas. Acredito que o efeito do colágeno é devido a sua riqueza em aminoácidos quer participam de um ciclo único metabólico, ácido glutamico, arginina e prolina. O que mais me surpreende hoje é o óleo de borage (saiu escrito errado na revista), que devido a presença do ácido gama-linolenico, estimula a produção de ceramidas na pele, ceramidas tem função barreira, diminuindo a perda de água transepidérmica, melhorando hidratação e rugas. Por outro lado, a função barreira inibe translocação de antígeno, diminuindo respostas alérgicas e associa-se ao fato de que o ácido gama-linolenico via formação de ácido dihomogamalinolenico levará a produção de prostaglandina E1, que é imunossupressora. Vamos além, vitamina A, C e ácido lipóico tem sido associado a diminuição da lesão por radiação ultravioleta na pele, junte-se a estes os estudados extratos de Camelia sinensis, Polypodium leucotomos e Pinus pinaster, todos estudados para uma finalidade, diminuição da inflamação e lesão pela radiação ultravioleta em pele normal e pele sensível. Ainda há muito o que evoluir. Por exemplo, acredito que determinados ativos presentes em plantas que tenham efeito inibidor de NF-kB podem ser ingeridos para obtenção de um efeito anti-inflamatório na pele. A niacinamida tem demonstrado inibir a imunossupressão induzida pela radiação solar, vislumbrando no fim do túnel uma luz na prevenção de cancer. Some-se os efeitos de selenio, zinco e outros produtos aplicados topicamente teremos então uma verdadeira nutricosmética.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Ferrado

Há muito se fala sobre os riscos do ferro. O ferro é um oligoelemento essencial, importante em enzimas oxiredutoras por sua caracteristica de transitar valencia, tipo de +2 para +3 e o seu retorno. É importante componente da hemoglobina por este mesmo motivo, e também de enzimas várias. Bem, a deficiencia de ferro é bem caracterizada e é considerado um problema endemico em populações desnutridas. Outra face do ferro é o seu excesso. A primeira pergunta é quanto é o excesso de ferro no corpo, tendemos a acumular ferron tanto que não temos modo de excreção de ferro como temos por exemplo para zinco, cálcio, magnésio. Daí temos uma tendencia fisiológica a acumular ferro no organismo e este acumulo traduzido pela concentração de ferritina sérica pode causar transtornos sérios. Há comprovação que o ferro livre catalisa reações de Fenton e Haber Weiss, levando a formação de radicais livres. No caso da Fenton, o ferro catalisa a formação de radical livre hidroxil a partir de peróxido de hidrogenio, porém para fazer isso o ferro tem que estar na forma livre. O ferro ligado a ferritina tem suas valências fechadas ou ocupadas, daí a ferritia serve como padrão para avaliar o acumulo de ferro, mas eu acredito que o ferro livre é mais importante que o ferro da ferritina, mesmo tendo ferritina baixa, se o ferro livre estiver alto, haverá catálise. Alguns dados são interessantes. Hoje a presença de ferro na placa aterosclerótica é considerado um fator de risco modificável de doença cardíaca. Sabemos também que encontra-se ferro depositado no cérebro de pacientes com doença de Alzheimer, Parkinson e Huntington. Este acúmulo de ferro pode levar a uma maior gravidade da doença. Ferro catalisa reações de formação de radicais livres no corpo, e o seu acumulo é associado a maior prevalencia de doença cardíaca, diabetes e alguns tipos de canceres. Outro dado é associado a sobrecarga hepática de ferro, os sintomas são parecidos com hepatite tipo C. Há indicios que a quelação de ferro é importante como terapia auxiliar ao tratamento de hepatite com interferon, mas ao mesmo tempo é importante para o controle da tensão oxidativa em doenças neurodegenerativas. Manter o ferro sobre controle é o importante, nem em excesso nem falta.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Metformina

A metformina é uma biguanida, sucedânea da fenformina, foi lançada para tratamento de diabetes, ficou um tempo meio parada por conta do risco (da fenformina) em provocar acidose metabolica, na verdade a metformina pode levar, mas o risco é bem pequeno. Bem, hoje a metformina tem sido ressuscitada, melhora de resistencia periférica a insulina em ovário policistico e obesidade visceral, além do diabetes. Mas se olharmos para a resistencia periférica a insulina como ponto primário, todas as doenças citadas acima são iguais, diferentes em graus de resistencia a insulina, mas com a resistencia a insulina como caracteristica central em todas. Vou mais além, a metformina tem demonstrado efeito na melhora de esteatohepatite,diminuindo a carga de lipidios, que pode ter a ver com vários fatores, inclusive a resistencia a insulina. Imaginem que a gordura visceral é associada hoje até a lesão no cérebro, pelo menos foi publicado isso em japoneses. Ainda estamos descobrindo as consequencias da resistencia a insulina e da gordura visceral, porém precisamos urgentemente esclarecer estes fatos melhores. Eu particularmente acredito que é possível usar suplementos para melhorar a resistencia periférica a insulina, começo com a canela, que tem demonstrado efeito e é usado na medicina ayurvédica para diabetes. Cromo também tem mostrado diminuir resistencia a insulina em pacientes com lipodistrofia por antiretrovirais. Metformina reverte efeito adverso no metabolismo de insulina e gordura visceral em usuários de antipsicóticos atipicos. Ouso dizer que a fisiopatologia é identica e me imagino fazendo uma ligação. Se metformina funciona para reverter efeitos de antipsicóticos atipicos, o cromo revertendo efeito de antiretrovirais, cromo poderia funcionar em resistencia a insulina desenvolvida por antipsicóticos atipicos. Se funciona assim deve funcionar em gordura visceral, portanto em obesidade omental. O mesmo serve para a canela e a Gymnema. Imaginem um cromo associado a Gymnema/canela. Pode dar certo...? Eu acredito que sim. Mas creio que esta área, assim como o diabetes corre para o que podemos chamar de drogas modificadoras de doenças, associando por exemplo uma glitazona com uma biguanida e uma gliptina. Assim creio que o mecanismo de controle das doença será mais fácil e mais rigoroso. Creio que todos os tratamentos partem para este caminho. Creio também que tanto o diabetes, ovário policistico e obesidade omental devem envolver tratamento de reposição de nutrientes essenciais, focando principalmente em vitaminas, minerais e oligoelementos. Há indícios fortes de que, pelo menos no diabético, os niveis destes estão diminuidos no paciente, principalmente devido a um dismetabolismo onde o paciente diabético excreta mais produtos. Um exemplo é o cromo. Geralmente o diabético é deficitário de cromo, penso que o obeso omental também. Cromo por exemplo pode estar alto no cabelo do diabético, mas baixo no interior de suas células. Magnésio é excretado em maior nivel no diabético também. Abordagens múltiplas será o caminho definitivo.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Vitamina K

No congresso de prática ortomolecular eu não sei se fiz bem ou mal. Bem, na melhor das intenções eu tentei mostrar como é o modo de ação da vitamina K, solicite aos participantes do congresso (tem as fotos no orkut) e erguerem um braço e imaginarem um balão caindo para eles agarrarem, obviamente não conseguiriam. Ai pedi para levantar o outro braço, e imaginarem o balão caindo e eles agarrando o balão. O balão é o íon cálcio. Cada participante uma molécula de ácido glutamico ligado a osteocalcina. Cada braço uma carboxilação. Como o ácido glutamico é naturalmente carboxilado, o braço esquerdo eles já tinham. A vitamina K estimula a gama-carboxilação de resíduos de ácido glutamico formando um ácido glutamico com duas carbonilas ácidas, daí o braço direito e a capacidade de agarrar o balção. No caso do ácido glutamico, a capacidade de ligar ao cálcio no terminal de glutamico carboxilado da osteocalcina, daí ocorre melhor depósito de cálcio no osso e locais de depósito (cartilagem também) e menor calcificação ectópica, como por exemplo nas placas ateroscleróticas de mulheres pós-menopausa. É isso que a vitamina K faz, este papel é o mesmo na coagulação, carboxilando residuos de glutamico, só que neste caso especificamente, a carboxilação de terminais de ácido glutamico na osteocalcina dá uma capacidade ligante maior de cálcio. Osteocalcina subcarboxilada é um marcador de deficiencia de vitamina K, menos carboxilação, menos ligação com cálcio e mais cálcio livre para depósito ectópico. O raciocínio é simples. Vitamina D potencializaria este depósito na osteocalcina, daí vitamina K e D trabalhariam em sinergia para depositar cálcio no osso e para prevenir depósito ectópico, calcificação das artérias sendo o mais importante. Tentei gravar a aula hoje mas o sistema deu problema, vou tentar gravar novamente, mas ela está dada aqui, por isso precisei de 3 minutos para ensinar o pessoal sobre a aplicação e modo de ação. Vocês gastaram mais tempo lendo este texto, mas não tanto assim. Como eu sempre falo pros colegas, temos que ter a capacidade de passar a informação em tempos variados. Fiz isso por vários motivos, um deles porque, por brincadeira, um médico da mesa falou que faria a aula dele em menos tempo que a minha sem prejuizo do entendimento. Bem, ganhei a aposta. Mas depois voltei e mostrei as transparencias comprovando o que havia falado e ensinado nesta metodologia interativa. Vitamina K 1 ou 2, vitamina D3,cálcio e magnésio são, ao meu ver, obrigatórios em uma suplementação visando homeostase de cálcio em mulheres pós-menopausa.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Congresso AMBO

Em São Paulo eu falarei no congresso da AMBO. Sempre falo neste evento, é direcionado a médicos ortomoleculares, porém encontramos nutricionistas, farmacêuticos, terapêuticas. Eu recebi tres temas, um sobre vitamina K, o outro sobre vitamina C e o outro sobre novos ativos endovenosos. Na verdade os ativos endovenosos são produtos usados em suplementação EV e serão comentados a ornitina cetoglutarato e a dl-fenilalanina. Dois produtos muito interessantes. O primeiro para fonte de glutamina, ornitina, arginina e é uma espécie de anabolizante para melhora cicatrização e aumentar resposta imune. O segundo é um inibidor da carboxipeptidase A, ou seja, aumenta o nivel tissular de encefalina melhorando controle da dor. A dor é um tema bom para se trabalhar, ruim para se ter, mas quando se tem sucesso no controle da dor, o paciente idolatra o médico. Bem, os outros temas são vitamina K, um dia escreverei sobre vitamina K aqui, as diferentes vitaminas K e seu efeito na carboxilação de glutamato na osteocalcina, melhorando deposição óssea, diminuindo deposição ectópica de cálcio. Some este ao efeito da vitamina D e teremos uma ótima associação para osteoporose pós-menopausa. Por outro lado, vitamina C tem dado o que falar, há pelo menos 4 trabalhos financiados pelo governo americano avaliando a eficácia de vitamina C em cancer. Ainda naquela minha teoria antiga, em quem tem polimorfismo para GST acredito que funcionará bem. Tenho que atualizar também o benefício de uso da vitamina C no aumento da excreção urinária de urato, diminuindo uricemia, sendo benéfico em artrite gotosa. Só, viajo amanha e voltarei domingo, até lá postarei algo no blog se for interessante.