terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Alzheimer

As moléculas usadas para tratar doença de Alzheimer evoluem cada vez mais. Inicialmente fármacos com elevado nivel de efeito colateral visando inibir a aceticolinesterase foram substituidas por fármacos mais seletivos. Descobriu-se que na placa de depósito de proteína beta-amiloide a enzima atuante é a butilcolinesterase, a conhecida antiga pseudocolinesterase, daí drogas mirando a butilcolinesterase foram desenvolvidas, cada vez mais seletivas. Hoje avaliamos o nivel de seletividade in vitro pelo grau de inibição de acetil e butilcolinesterase, onde os inibidores mais especificos da butilcolinesterase são escolhidos. É o caso interessante do fitoterapico Hyperzia serrata. Há também o donepezil, ambos tem uma especificidade maior. Mas a abordagem para doença de Alzheimer extrapola alvos farmacológicos especificos, hoje a abordagem que tende a se propagar é a mesma que foi introduzida em artrite, a modificação da doença. Atuando em vários pontos. Então um dos pontos da doença de Alzheimer é a compensação do estresse oxidativo via antioxidantes, somado a isso temos o efeito benéfico de anti-inflamatórios. Somado a isso, temos no neurônio lesado por Alzheimer um aumento da neurotransmissão glutamatérgica, que libera cálcio, que libera glutamato e leva a tensão oxidativa e cascata de caspase 9 levando a apoptose de neuronios. Então inibir glutamato pode ser interessante, é o foco da droga memantina. Ainda neste foco, inibir a apoptose pode ser um outro ponto adicional, daí a minociclina é a droga hoje mais estudada, mas altas doses de niacina se avizinham para uso com eficácia. Drogas fitoterápicas com tendencia antioxidante e anti-inflamatoria podem ser boas armas, o Ginkgo biloba com suas ginkgoflavona glicosídeos é um destes. Além disso há outros e o mais promissor é a curcumina, da Curcuma longa. Moderação de zinco, calcio, aluminio, cobre e ferro é outra tendência, daí o chá verde, mais especificamente o galato de epigalocatequina parece ser uma boa opção. O raciocínio inclusivo é interessante para abordar doenças, sugiro que os leitores comecem a avaliar as doenças desta forma, o sucesso será maior.

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