terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Metais tóxicos

De forma interessante, há algumas dezenas de anos atrás o mundo começou a se preocupar com a contaminação ambiental com metal tóxico. Começou com os dados dos EUA referentes ao chumbo como antidetonante na gasolina e o seu efeito na população. Havia repercussões principalmente no sistema nervoso central, mas em alguns casos, até anemia severa. Daquela época até hoje, os niveis aceitáveis de chumbo no sangue da população foi caindo, caindo e hoje, sugere-se que 2mcg/dL seria o nivel minimo. Porém estudos recentes, particularmente em crianças tende a mostrar que o nível ideal é zero ou bem perto de zero. a 1mcg/dL os pacientes com déficit de atenção e desordem de hiperatividade apresentam alterações mensuráveis nos parametros comportamentais. O mesmo ocorre com outros elementos. Recentemente as publicações da American Heart Association começaram a se preocupar com o mercurio, chegando em alguns artigos a chama-lo de assassino silencioso. Realmente causa preocupação. Artigos de tres anos atrás avaliando comportamento em pacientes que trabalham com mercúrio (amálgama), mesmo sem niveis mensuráveis no sangue sugeririam que a presunção do contato é suficiente para, quando deparando com sintomas típicos, realizar tratamento. E na verdade, pacientes com presunção de contato com mercurio, produtores de amálgama, quando quelados para mercúrio, aumentaram sua excreção e tiveram melhora em parametros comportamentais avaliados pela escala de depressão de Hamilton, uma escala validada. Dados mais recentes sugerem que o arsenio também é problemático quanto a este metabolismo e que, mesmo em quantidades baixas, há a presunção da toxicidade bioquimica, que num futuro pode resultar em patologias estabelecidas depois de contato cronico. Isso serve também para zinco, cobre e ferro. Os seus niveis aumentados de forma constante, são associados com maior prevalencia de doença de Alzheimer, lembrem-se, metais catalisam reações quimicas, daí o catalisador não precisa estar em alta quantidade. Lembrem-se, mercurio reagem com SH de proteínas, mais especificamente enzimas, enzimas inibidas traduzem em cinéticas de reações mais lentas e problemas futuros. Podemos transpor esta raciocínio para elementos como o lítio. Lítio modula muitas reações no organismo, é neuroprotetor e ao mesmo tempo melhora a densidade de receptores serotoninérgicos, o que pode contribuir com depressão na falta de lítio. Há ainda outros casos que poderíamos discorrer aqui, mas fica o recado. Níveis aceitáveis não quer dizer níveis normais. Bioquimicamente falando.

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