sexta-feira, 3 de abril de 2009

Omegas-3

Defende-se a ingestão de omega-3 de forma generalizada para o benefício observado dos omegas-3 em saúde humana. Há também uma tendência forte em se trabalhar com os omegas de forma isolada. Bem, lendo sobre isso e somando com uma aula no congresso da SBAF, o que nós observamos é que a conversão de alfa-linolenico (ALA) para eicosapentaenóico (EPA) e docosahexaenóico (DHA) é um tanto quanto limitada. Dados indicam que a conversão de ALA para DHA no ser humano é muito baixa, sendo maior na mulher que no homem e este dado bate com a fisiologia da mulher, visto que a conversão de ALA para EPA e EPA para DHA é estimulado pelo estradiol. Porém dados generalizados em humanos mostram que apenas 0,8% do ALA ingerido fornece DHA ao corpo humano. Homens em geral convertem menos que a mulher. Também os mesmos dados indicam que a mulher converte EPA do ALA em no maximo 5% e a conversão para DHA é menor ainda. Há outros interferentes, onde o atópico por deficiencia de atividade de delta-6-desaturase teriam menor conversão ainda. Metabolicamente falando, os ácidos graxos por apresentarem configuração espacial diferente e originarem diferentes moleculas ao sofrerem a ação de enzimas, eu imagino que a suplementação dos ácidos graxos essenciais omega-3 devem ser feitos de forma a se administrar todos. Outro da do que eu as vezes contesto são os suplementos focando DHA, como se o EPA não fosse importante. A conversão de DHA para EPA ocorrem em média em 10%, o que nos leva a imaginar que pouco do DHA fornece EPA no corpo. Daí é fácil prever e imaginar que, quando eu quero omegas especificos devo dar omegas especificos. Outro dado é que, quando um paciente precisa de DHA com certeza ele precisa de EPA.

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