segunda-feira, 11 de maio de 2009

Glutationa

Gama-glutamil-cisteinil-glicina. O nome é a soma dos aminoácidos formadores. Glutationa ou GSH. Melhor dizendo, GSH é a glutationa reduzida, GSSG é a glutationa oxidada. Como o nome mesmo mostra, GSSG é duas GSH menos dois hidrogenios. Hidrogenios doados em reação de redução, ou antioxidação. Bem, a glutationa é uma molécula importantíssima no nosso corpo. Por dois motivos básicos, por conta de ser a molécula antioxidante mais importante em nosso corpo e ao mesmo tempo por disponibilizar radical SH para reações quimicas, como as catalizadas pelas enzimas de vários subtipos glutationa-S-transferase. Esta enzima conecta a glutationa a uma molécula nucleofílica ou a um metal tóxico, formando a glutationa-X (X é a molécula ou átomo a ser eliminado), que após a reação é exportada para o exterior da célula, sendo metabolizado pela gama-GT. Daí quebra-se a glutationa-X em glicina, glutamico e cisteina-X, a Cisteína X é importada para a célula e ligada a um acetil, formando uma molécula N-acetil-cisteina-X, que é excretada pelo organismo. Bem, isso é parte do seu efeito, detoxificação celular. Imaginem que vários canceres apresentam polimorfismo para glutationa-S-transferase (GST) e as células tem deficiencia em eliminar a molécula nucleofílica ou metal tóxico, acumulando no interior da célula gerando toxicidade. Se houver deficiencai de GSH, pior. Bem, a GSH é uma molécula produzida a partir de tres aminoácidos, sendo que o limitante e o indutor é a cisteína. Quanto temos um aporte grande de cisteína no corpo, para cisteína não se condensar e gerar cistina livre, que é tóxica as células, o corpo faz glutationa, sintetizando glutamato do cetoglutarato e também a glicina. Dai a produção de glutationa pode ser induzida por sobrecarga de císteina. A sobrecarga de cisteína pode ser produzida por altas doses de cisteína ou por altas doses de taurina. Imaginem seu corpo com sobrecarga de taurina, a síntese de taurina pela cisteína sofre um feedback negativo daí o corpo forma GSH. A GSH é uma molécula antioxidante utilizada como substrato para a atividade das várias glutationas peroxidases, as que reduzem peroxido de hidrogenio ou as que reduzem peróxidos lipidicos, atuando como substrato doador de hidrogenio para a glutationa peroxidase, que depende de selenio. Outro dado quanto a GSH é que ela é fonte de cisteína ao corpo, quando falta cisteína o corpo usa a glutationa para fornecer cisteína, por exemplo para produção de enzimas. A glutationa per si é antioxidante direta, porém tem seu efeito potencializado pela glutationa peroxidase. A glutationa reduzida é oxidada a glutatoina oxidada. O corpo recupera a glutationa oxidada para glutationa reduzida via glutationa redutase. Cerca de 70% da glutationa no nosso corpo não vem da formação de glutationa e sim da recuperação da glutationa oxidada via glutationa redutase. A glutationa redutase reduz a glutationa usando NADH e FADH2, dependendo do sítio. Daí formamos o NAD+ e FAD++ que serão recuperados e reduzidos no ciclo do ácido tricarboxílico. Bem, isso tudo é interessante, mas manter os niveis de glutatoina reduzida sempre o suficiente para proteção contra tensão oxidativa e metais tóxicos é sempre interessante. Como? talvez usando N-acetilcisteína + taurina, uma boa forma e talvez a mais barata.

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