terça-feira, 19 de maio de 2009

Omegas 3 e 6

Estudo muito os omegas, ácido araquidônico, ácido linoleico, ácido linolênico, ácido gama linolênico, ácido eicosapentaenóico e ácido docosahexaenóico, na verdade eu tento sempre ler tudo o que sai sobre estas moléculas nos trabalhos. Mais recentemente tenho me voltado para a conversão endógena entre eles. Esperamos geralmente que o ácido linoleico forme todos os outros omega 6 via elongase e desaturase, assim como esperamos que o alfa-linolênico forme os outros omega 3 como eicosapentaenóico e docosahexaenóico via elongase e desaturase. Hoje li um artigo interessante associando o consumo do ácido linoleico e a formação de araquidonico e o nivel de alfa-linolenico e eicosapentaenóico e docoxahexaenóico. Consumo de doses altas, acima de 3.8g de ácido linoleico por dia (em média) pode inibir a formação de eicosapentanóico e docoxahexanóico, bem como pode diminuir a formação do ácido gama linolênico. O ácido gama linolênico formado a partir da desaturação do ácido linoleico pode indicar o efeito do próprio ácido linoleico em inibir, em altas doses sua desaturação e consequentemente baixar a produção de omegas 3 dependentes da delta-6 desaturase. Enzimaticamente o resultado da inibição da delta 6 desaturase é uma formação menor de ácido gama-linolenico, eicosapentanoico e consequentemente docosahexanóico, mudando a composição da membrana celular, o trabalho não mostrou aumento de araquidônico, mas nem precisa, o aumento relativo do araquidonico em relação aos outros, dá um perfil pró-inflamatório dos ácidos graxos da membrana celular. A fosfolipase A2 corta o ácido graxo do fosfolipidio, retirando os da posição 2 (como o nome diz), daí o araquidonico formará prostaglandinas e leucotrienos inflamatorios, o ácido dihomogamalinolenico formará prostaglandina E1, anti-inflamatoria, e inibirá a formação de leucotrienos por inibição de lipoxigenase. O ácido eicosapentanóico levará a formação de prostaglandinas da série 3, leucotrienos da série 5, todos eles com menor atividade. O equilíbrio parece ser baseado na ingestão de omegas 3 mas também não ingestão excessiva de ácido linoleico. A intervenção anti-inflamatoria então deve diminuir a ingestão total de ácido linoleico a menos que 3.8g por dia na dieta do paciente, trabalho para nutricionistas, Some a necessidade de diminuir o ácido araquidônico. Bem, eu mesmo posso sugerir uma dieta anti-inflamatoria equilibrada em omegas, porém agora não só aumentando os omegas 3, mas baixando o ácido linoleico e araquidonico. Dietas anti-inflamatorias devem ser usadas em toda sorte de pacientes, exceto os com infecções de repetição ou com infecções, mas vejam por exemplo um atleta, um depressivo, um esquizofrenio, um parkinsoniano, um artritico, um diabético, um hipertenso. Todos deveriam seguir uma dieta anti-inflamatoria.

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